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Haiti marca para dezembro primeira eleição em uma década

Haiti marca para dezembro primeira eleição em uma década

Reuters

27/07/2026

Placeholder - loading - Uma mulher vota em uma seção eleitoral no Mercado de Canape Vert, em Porto Príncipe, no Haiti 29 de janeiro de 2017 REUTERS/Andres Martinez Casares
Uma mulher vota em uma seção eleitoral no Mercado de Canape Vert, em Porto Príncipe, no Haiti 29 de janeiro de 2017 REUTERS/Andres Martinez Casares

PORTO PRÍNCIPE, 27 Jul (Reuters) - O Conselho ​Eleitoral do Haiti marcou, nesta segunda-feira, as primeiras eleições presidenciais em uma década para dezembro, com um segundo turno em fevereiro, depois que os planos de realizar a votação em agosto, com segundo turno em dezembro, foram adiados devido a preocupações com a segurança.

O Haiti não realiza eleições desde 2016.

Seu último presidente, Jovenel Moïse, foi assassinado em 2021, após adiar a votação. Governos sucessivos foram encarregados de realizar uma eleição, mas afirmaram que a insegurança em meio a ⁠um ⁠conflito com poderosas gangues armadas tornou ​isso impossível.

O ‌conselho publicou nesta segunda-feira um calendário que define o primeiro turno das eleições presidenciais e legislativas do Haiti para 13 de dezembro, com o segundo turno marcado para 21 de fevereiro. Também foi definida ⁠a publicação dos resultados finais para 7 de março.

Os cidadãos também ​deverão votar em emendas à Constituição e eleger representantes locais, segundo ​o calendário.

O conselho destacou que o calendário depende ‌da “criação de um ​clima de ⁠segurança aceitável e dos recursos financeiros necessários para a realização das operações eleitorais”.

Mais cedo neste mês, o conselho informou que havia iniciado o cadastro de eleitores ​e o treinamento de agentes de segurança eleitoral, além de ter publicado uma lista definitiva com mais de 300 partidos políticos aprovados para disputar o próximo processo eleitoral.

A violência contínua das gangues deixou os analistas céticos quanto ​à possibilidade de as novas datas eleitorais serem mantidas. Os efeitos em cadeia incluem escassez crônica de alimentos, extorsão, sequestros por resgate e deslocamentos forçados, acumulando ainda mais desafios para garantir uma votação livre e justa. Cerca de 12% da população do Haiti vive em acampamentos improvisados ou com famílias anfitriãs.

Gangues armadas violentas, em grande parte agrupadas sob uma ampla aliança conhecida como Viv ​Ansanm, assumiram o controle da maior parte da capital, Porto Príncipe, cuja região ‌metropolitana abriga cerca de um quarto ⁠da população. As gangues também se expandiram para o centro e as áreas rurais do Haiti.

A Viv Ansanm, que vem buscando reconhecimento político, foi ⁠designada como organização terrorista por Washington e é ⁠acusada de sequestros em massa, estupros ⁠coletivos, incêndios criminosos, ⁠assassinatos ​indiscriminados e tráfico de armas, órgãos e drogas.

(Reportagem de Harold Isaac e Sarah Morland)

Reuters

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