Capa do Álbum: Antena 1
A Rádio Online mais ouvida do Brasil
Antena 1

Hamas nomeia Khalil Al-Hayya como novo líder geral

Hamas nomeia Khalil Al-Hayya como novo líder geral

Reuters

20/07/2026

Placeholder - loading - Manifestantes, principalmente simpatizantes dos houthis, observam Khalil al-Hayya, do Hamas, em um telão, durante manifestação em apoio ao Hezbollah do Líbano e aos palestinos na Faixa de Gaza, em San
Manifestantes, principalmente simpatizantes dos houthis, observam Khalil al-Hayya, do Hamas, em um telão, durante manifestação em apoio ao Hezbollah do Líbano e aos palestinos na Faixa de Gaza, em San

Por Nidal al-Mughrabi e Eman Abouhassira

CAIRO, 20 Jul (Reuters) - O Hamas nomeou ​Khalil Al-Hayya como seu líder geral, de acordo com um comunicado divulgado pelo grupo militante palestino nesta segunda-feira.

Hayya substitui Yahya Sinwar, que foi morto em combate contra as forças israelenses em outubro de 2024, enquanto o Hamas travava uma guerra em grande escala de dois anos contra Israel na Faixa de Gaza.

Chefe exilado do grupo na Faixa de Gaza e principal negociador, Hayya tornou-se uma figura cada vez mais central no Hamas desde as mortes de Sinwar e Ismail Haniyeh, que foi morto no Irã em julho de 2024.

Ele é visto como mais linha-dura do que Khaled Meshaal, chefe do escritório do grupo no exílio e que também era um dos principais candidatos à liderança.

Hayya estava entre os dirigentes do Hamas alvos de um ataque israelense em 2025 em Doha, onde ele está baseado, informaram autoridades israelenses ⁠à Reuters.

CONDIÇÕES EM GAZA

O ⁠grupo islâmico militante enfrenta alguns dos desafios mais difíceis ​desde sua ‌fundação, em 1987, abalado por dois anos de guerra desencadeada por seu ataque a Israel em 7 de outubro de 2023 e confrontado com exigências internacionais para que se desarme.

Embora os combates tenham diminuído em Gaza desde o cessar-fogo mediado pelos EUA, em outubro, Israel ainda controla mais de 60% do enclave costeiro, os ataques continuam e as condições para os 2 ⁠milhões de habitantes do enclave permanecem precárias.

Israel afirma que tem como alvo o Hamas e outros militantes ​de Gaza que representam uma ameaça iminente. O gabinete do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu não se pronunciou imediatamente sobre a ​escolha de Hayya.

Nesta segunda-feira, um ataque israelense matou pelo menos três palestinos que ‌dirigiam um veículo em Khan Younis, ​no sul ⁠de Gaza, segundo equipes médicas. As forças armadas israelenses não se pronunciaram imediatamente.

Essas mortes se somam a um total de mais de 1.150 palestinos, em sua maioria civis, mortos por ataques israelenses desde o cessar-fogo de outubro, segundo autoridades de saúde de Gaza. Quatro soldados israelenses foram ​mortos por militantes em Gaza no mesmo período.

O Hamas geralmente não divulga suas baixas.

ESCOLHA É MENSAGEM DE DESAFIO

Desde a morte de Sinwar, o Hamas tem recorrido a um conselho superior de cinco membros que inclui Hayya e Meshaal, além de outros três dirigentes.

A eleição de um líder do Hamas é um processo demorado que começou em janeiro e foi interrompido pelas guerras no Irã e no Líbano ​e pelas contínuas operações militares israelenses em Gaza.

A escolha é feita por um conselho de 50 pessoas composto por membros do Hamas em Gaza, na Cisjordânia ocupada -- incluindo prisões israelenses -- e aqueles que estão no exílio.

A analista política palestina Reham Owda afirmou que a vitória de Hayya é uma mensagem de que o Hamas continua comprometido com a luta armada, rejeita o desarmamento sob quaisquer condições e pretende reconstruir sua força militar, ao mesmo tempo em que preserva sua aliança com o Irã e o chamado “Eixo da Resistência”.

“Isso indica que as negociações relacionadas ao desarmamento provavelmente enfrentarão dificuldades e obstáculos significativos”, disse Owda à Reuters.

O plano de cessar-fogo do presidente dos EUA, Donald ​Trump, para Gaza exige o desarmamento do Hamas e a retirada das forças militares israelenses. Ele prevê que o enclave seja administrado por um ‌governo palestino tecnocrático supervisionado pelo Conselho de Paz de Trump.

Mas ⁠as negociações entre o Hamas, mediadores, Egito, Catar, Turquia e enviados do Conselho de Paz de Trump até agora não conseguiram chegar a um acordo amplo para pôr fim ao conflito.

O Hamas tem sido alvo de críticas dentro de Gaza devido ao alto ⁠número de vítimas causadas pela guerra, com grande parte do enclave reduzido a ruínas ⁠e mais de 73 mil pessoas mortas, segundo as autoridades de ⁠saúde de Gaza.

Militantes liderados pelo ⁠Hamas ​mataram cerca de 1.200 pessoas e sequestraram outras 251 em seu ataque de 7 de outubro de 2023.

(Reportagem adicional de Eman Abouhassira, em Dubai)

Reuters

Compartilhar matéria

Mais lidas da semana

 

Carregando, aguarde...

Este site usa cookies para garantir que você tenha a melhor experiência.