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Hostilidades no Líbano se intensificam; líderes israelenses desafiam acordo entre EUA e Irã

Hostilidades no Líbano se intensificam; líderes israelenses desafiam acordo entre EUA e Irã

Reuters

19/06/2026

Placeholder - loading - Fumaça no sul do Líbano após ataque israelense   19 de junho de 2026   REUTERS/Stringer
Fumaça no sul do Líbano após ataque israelense 19 de junho de 2026 REUTERS/Stringer

Por Laila Bassam e Pesha Magid e Jana ​Choukeir

BEIRUTE/JERUSALÉM, 19 Jun (Reuters) - Combates entre Israel e o Hezbollah no sul do Líbano se intensificaram drasticamente durante a madrugada, com mais de 18 pessoas mortas em ataques israelenses e quatro soldados israelenses mortos em um dos ataques mais letais perpetrados pelo grupo apoiado pelo Irã durante esta guerra.

A violência não deu sinais de abrandamento, e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, prometeu na sexta-feira “cobrar um preço muito alto” do Hezbollah pela morte dos quatro soldados.

Paris instou Washington a pressionar Israel para que cesse as hostilidades no Líbano, onde a intensificação da violência colocou sob tensão um acordo provisório entre os ⁠Estados Unidos ⁠e o Irã para suspender a guerra ​mais ampla ‌no Oriente Médio.

O acordo exige que EUA, Irã e seus aliados declarem o fim imediato e permanente das operações militares em todas as frentes, incluindo o Líbano. A violência diminuiu significativamente no início desta semana, mas voltou a se intensificar desde então.

A liderança de ⁠Israel prometeu continuar a ocupação do Líbano, desafiando o acordo entre EUA e ​Irã, que exige que a soberania do Líbano seja respeitada.

Em comunicado divulgado na sexta-feira, o ​ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou que ‌as forças israelenses permanecerão ​no sul ⁠do Líbano “da costa do Mediterrâneo até as alturas de Beaufort”.

Em entrevista à televisão israelense, Katz acrescentou que o objetivo militar mais importante é manter o controle do território.

Ele afirmou que as Forças Armadas israelenses ​estavam destruindo vilarejos nas áreas que ocupavam e que nunca permitiriam que as pessoas voltassem para suas casas.

“Os 200 mil moradores que viviam na zona de segurança não vão voltar. Nenhum deles vai voltar”, disse Katz.

O Ministério da Saúde do Líbano informou que 18 pessoas foram mortas ​e 33 ficaram feridas em intensos ataques aéreos em 11 cidades desde a meia-noite, e que os bombardeios estavam impedindo os esforços de resgate e retirada. O ministério afirmou que o número de vítimas deve aumentar.

Em um dos locais atingidos — a vila de Harouf, a nordeste da cidade de Tiro —, sete pessoas morreram e acredita-se que muitas outras estejam soterradas sob os escombros, informaram fontes do Ministério da Saúde à Reuters.

Israel afirmou ter realizado ataques contra o que descreveu como agentes e ​infraestrutura do Hezbollah em várias áreas do sul, alegando que se tratava de uma resposta às repetidas ‌violações do cessar-fogo por parte do grupo ⁠apoiado pelo Irã.

O Hezbollah negou ter violado o cessar-fogo e acusou Israel de violar repetidamente os termos do acordo, incluindo o acordo entre os EUA e o Irã. O comunicado acusou ⁠as forças israelenses de realizar ataques que mataram civis, destruíram ⁠casas e infraestrutura e de continuar suas incursões ⁠terrestres em partes do ⁠sul ​do Líbano.

(Reportagem de Jana Choukeir e Eman Abouhassira em Dubai, Maya Gebeily e Nazih Osseiran em Beirute)

Reuters

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