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Ibovespa avança impulsionado por Petrobras, com eleições no radar

Ibovespa avança impulsionado por Petrobras, com eleições no radar

Reuters

08/10/2026

Placeholder - loading - Estudantes visitam o pregão da BM&F Bovespa, em São Paulo, em 24 de agosto de 2015 REUTERS/Paulo Whitaker
Estudantes visitam o pregão da BM&F Bovespa, em São Paulo, em 24 de agosto de 2015 REUTERS/Paulo Whitaker

Atualizada em  08/10/2026

SÃO PAULO, 8 Out (Reuters) - O Ibovespa opera em ​alta nesta quinta-feira, impulsionado pelos ganhos nas ações da Petrobras, que se beneficiam com o avanço do petróleo no exterior, ao mesmo tempo em que os agentes locais aguardam a publicação da primeira pesquisa Datafolha sobre o segundo turno da eleição.

Às 11h53, o índice de referência do mercado acionário brasileiro subia 1,42%, a 207.210,26 pontos.

Na mínima, o Ibovespa atingiu 203.984,57 pontos, enquanto, na máxima, chegou a 207.720,34 pontos.

A bolsa brasileira pega carona na disparada dos preços do petróleo no exterior, que se dá por conta das preocupações persistentes com o abastecimento proveniente do Oriente Médio, em meio a um aumento nos ataques à ⁠navegação no Golfo ⁠Pérsico e no Estreito de Ormuz.

Nesse contexto, ​no horário ‌mencionado acima, os futuros do petróleo Brent subiam 4,91%, oscilando perto do maior nível em mais de uma semana.

Esse avanço impulsionou os papéis da Petrobras e demais petrolíferas, dando suporte ao Ibovespa.

Enquanto isso, em Nova York, as bolsas abriram em queda, impactadas pelo avanço dos rendimentos ⁠dos títulos dos Treasuries, que estão oscilando próximos a níveis recordes. O S&P ​500 caía 0,23%.

No campo doméstico, os investidores continuam acompanhando o noticiário eleitoral.

No início da noite desta ​quinta-feira, o Datafolha divulga sua primeira pesquisa sobre o ‌segundo turno da eleição após ​o ⁠primeiro turno do pleito no último domingo, no qual Flávio Bolsonaro (PL) terminou à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O resultado levou a um rali nas ações brasileiras e a uma queda do dólar no ​início da semana já que, na avaliação dos agentes do mercado, a eleição de Flávio representaria maiores chances de controle das contas públicas.

'A bolsa retoma a alta porque o 'trade eleitoral' segue vivo: o investidor estrangeiro, que colocou um volume recorde de recursos no Brasil depois do primeiro turno, está usando ​qualquer correção para voltar a comprar', disse o sócio e estrategista da Zermatt Partners, Enrico Cozzolino.

'A alta tem uma ajuda clara do petróleo acima de US$104, que puxa Petrobras e as petroleiras, enquanto o exterior não ajuda', acrescentou o profissional.

DESTAQUES

• PETROBRAS PN avançava 1,8% e PETROBRAS ON subia 2,41%, em linha com o avanço do petróleo no exterior, com o Brent registrando alta de mais de 4%.

• PRIO ON e PETRORECONCAVO ON subiam 2,42% e 4,1%, respectivamente, na esteira dos ganhos do petróleo.

• ITAÚ UNIBANCO ​PN subia 1,14%, BRADESCO PN avançava 0,14% e BTG PACTUAL tinha alta de 2,09%, enquanto SANTANDER BRASIL UNIT ‌perdia 0,31%. BANCO DO BRASIL ON ganhava ⁠0,41%.

• VALE ON subia 0,79%, na contramão do desempenho do minério de ferro na China na volta do feriado. O contrato de minério de ferro mais negociado na bolsa de Commodities de ⁠Dalian (DCE) encerrou o pregão diurno com queda de 3,12%, a US$101,84 ⁠por tonelada métrica.

• ASSAÍ ON disparava 6,21%, sendo ⁠uma das maiores altas ⁠do ​Ibovespa, refletindo o recuo nas taxas dos juros futuros. MAGAZINE LUIZA ON avançava 4,84%.

(Por Igor SodréEdição Michael Susin)

Reuters

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