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Ibovespa recua com pesquisas eleitorais no foco

Ibovespa recua com pesquisas eleitorais no foco

Reuters

15/10/2026

Placeholder - loading - Visitante tira uma foto do painel de cotações no pregão da BM&F Bovespa, em São Paulo, em 24 de agosto de 2015 REUTERS/Paulo Whitaker
Visitante tira uma foto do painel de cotações no pregão da BM&F Bovespa, em São Paulo, em 24 de agosto de 2015 REUTERS/Paulo Whitaker

Atualizada em  15/10/2026

SÃO PAULO, 15 Out (Reuters) - O Ibovespa operava em queda nesta ​quinta-feira, enquanto o mercado avalia a última pesquisa sobre o segundo turno da disputa presidencial, que mostrou empate técnico entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ao mesmo tempo em que aguarda nova pesquisa Datafolha.

Às 11h35, o índice de referência do mercado acionário brasileiro recuava 0,18%, a 206.126,01 pontos.

Na mínima, o índice marcou 203.110,43 pontos e, na máxima, 206.486,82 pontos.

Na noite de quarta-feira, uma pesquisa Quaest mostrou o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 46% das intenções de voto, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) somava 44%. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, o que classifica o resultado como empate técnico, assim como a pesquisa BTG/Nexus publicada na terça-feira.

De acordo com analistas do ⁠banco Daycoval, o ⁠resultado da pesquisa da véspera reforça a percepção de ​que a ‌disputa permanece aberta e pode provocar novas oscilações nos preços dos ativos.

'Após a euforia da semana passada, investidores passaram a reduzir posições em ações e a reavaliar as expectativas relacionadas à política fiscal e econômica do próximo governo', disse o banco em relatório divulgado nesta quinta-feira.

Parte dos agentes do mercado considera que uma vitória de Flávio Bolsonaro ⁠poderia elevar as chances de um maior controle das contas públicas -- mesmo que o candidato e ​seus porta-vozes econômicos ainda não tenham apresentado propostas concretas de ajuste.

O Datafolha divulgará uma nova pesquisa sobre o segundo ​turno da eleição no início da noite desta quinta. Além disso, também ‌na noite desta quinta, o ​presidente Lula ⁠participa de sabatina na TV Globo, após o Jornal Nacional.

Ainda no cenário doméstico, na noite de quarta-feira, o Senado aprovou o fim da escala de trabalho 6x1 e a redução da jornada de trabalho semanal, em uma vitória para o governo Lula em ​um dos principais temas da campanha eleitoral.

No exterior, o índice acionário Nasdaq, em Nova York, caiu para perto dos menores níveis em um mês nesta quinta-feira, à medida que os temores de um impacto negativo sobre os investimentos em inteligência artificial devido ao aumento das taxas de juros aprofundaram a queda das ações ligadas à IA, enquanto novos dados confirmaram o aumento das ​pressões inflacionárias na economia dos EUA.

No horário acima, o S&P 500 caía 0,28%.

DESTAQUES

• PETROBRAS PN caía 0,28% e PETROBRAS ON recuava 0,02%, acompanhando a queda do petróleo Brent no exterior.

• ITAÚ UNIBANCO PN recuava 0,92%, em mais uma sessão negativa para o setor. BRADESCO PN perdia 0,24%, BANCO DO BRASIL ON cedia 1,32% e SANTANDER BRASIL UNIT caía 0,14%.

• VALE ON recuava 0,85%, em linha com o movimento do minério de ferro no exterior, que atingiu a menor cotação em dois anos. O contrato de minério de ferro mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian (DCE) na China encerrou o pregão diurno com queda ​de 0,44%, a US$100,36 por tonelada.

• DIRECIONAL ON perdia 4,89%, sendo a maior queda do Ibovespa, após a construtora e incorporadora divulgar ‌queda nas vendas e nos lançamentos do terceiro trimestre.

• ⁠MAGAZINE LUIZA ON subia 3,87%, liderando os ganhos do Ibovespa, recuperando parte das perdas da véspera.

• ASSAÍ ON caía 1,02%. A empresa disse, na véspera, que não tem estudos em andamento ou uma oferta subsequente de ações em preparação, segundo ⁠comunicado ao mercado.

• CASAS BAHIA ON, que não faz parte do índice, sobe ⁠10,09%. Na véspera, a empresa anunciou que seu conselho de ⁠administração aprovou em reunião na ⁠semana ​passada contratação de crédito rotativo de R$250 milhões junto ao Banco do Brasil.

(Por Igor Sodré; Edição de Pedro Fonseca e Eduardo Simões)

Reuters

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