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Ibovespa recua com exterior reforçando ajuste negativo pós-eleição

Ibovespa recua com exterior reforçando ajuste negativo pós-eleição

Reuters

30/10/2026

Placeholder - loading - Um painel eletrônico na B3 (Bolsa de Valores de São Paulo) mostra a atividade do mercado financeiro após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em São Paulo, Brasil, em 26 de outubro de
Um painel eletrônico na B3 (Bolsa de Valores de São Paulo) mostra a atividade do mercado financeiro após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em São Paulo, Brasil, em 26 de outubro de

Atualizada em  30/10/2026

Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO, 30 Out (Reuters) - O Ibovespa recuava ​cerca de 1% nesta sexta-feira, quase perdendo o patamar dos 167 mil pontos, em meio a um cenário externo negativo e continuidade dos ajustes pós-eleição, além de noticiário corporativo intenso no Brasil.

Por volta de 12h10, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, recuava 1,2%, a 167.151,44 pontos, com o fim de semana prolongado por feriado na segunda-feira reforçando a cautela. No pior momento, o índice chegou a 167.007,57 pontos (-1,29%). O volume financeiro somava R$12,56 bilhões.

No exterior, Wall Street registrava perdas com declínio no setor de tecnologia, após o plano agressivo de investimentos em IA da Amazon e o alerta da Intel sobre o consumo de caixa intensificarem preocupações dos investidores com os custos de construção da infraestrutura de IA e o prazo de retorno do investimento. O ⁠S&P 500 perdia ⁠1,34%.

Investidores da bolsa paulista também continuam na expectativa dos ​planos para ‌a economia no próximo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), principalmente na área fiscal.

Desde o resultado da eleição no domingo, quando Lula derrotou o senador Flávio Bolsonaro (PL) e desencadeou um forte desmonte de posições que apostavam em um desfecho contrário, o Ibovespa acumula uma perda de 18,5%, com saída líquida de estrangeiros do mercado secundário ⁠de quase R$7,6 bilhões nos três primeiros pregões da semana.

A partir de terça-feira, a B3 muda ​os horários de negociação dos mercados de bolsa e de balcão em razão do término do horário de verão ​nos Estados Unidos (1/11/2026), além de Alemanha e Inglaterra (25/10/2026), e o pregão terá ‌sua duração ampliada em uma ​hora, com ⁠o call de fechamento passando a ter início às 17h55 e fim às 18h.

DESTAQUES

• VALE ON avançava 3,06%, mesmo após queda de 53% no lucro líquido do terceiro trimestre ante o mesmo período do ano anterior, para US$1,255 bilhão, em desempenho pressionado pelo ​recuo de preços de minério e alta de custos. Na China, o contrato futuro de minério de ferro mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian foi negociado com queda de 1,18%, a 672 iuanes (US$100,89) por tonelada.

• PETROBRAS PN subia 1,36%, endossada pela alta dos preços do petróleo no mercado internacional, além de anúncio na véspera de que identificou um terceiro intervalo portador ​de petróleo na mesma perfuração, na Bacia da Foz do Amazonas, em águas ultra profundas da costa do Amapá, elevando expectativas para a abertura de uma nova fronteira exploratória na região.

• BTG PACTUAL UNIT recuava 5,24%, em dia negativo para bancos do Ibovespa, tendo também no radar relatório de analistas do Itaú BBA rebaixando as units para 'market perform' e reduzindo o preço-alvo de R$70 para R$60. SANTANDER BRASIL UNIT cedia 3,13%, BRADESCO PN caía 2,33%, ITAÚ UNIBANCO PN registrava declínio de 1,75% e BANCO DO BRASIL ON perdia 0,85%.

• USIMINAS PNA caía 5,12%, após a produtora de aços planos divulgar um lucro líquido abaixo do ​esperado no terceiro trimestre, de R$243 milhões, e prever recuo nas vendas do fim de 2026. Na mínima até o momento, os ‌papéis chegaram a R$5,04 (-7,86%), menor cotação intradia em um ⁠ano.

• CSN ON cedia 3,54%, revertendo os ganhos dos primeiros negócios, em sessão marcada pelo anúncio de assinou um acordo de exclusividade de 10 dias para a venda da sua subsidiária de cimentos à chinesa Huaxin, em movimento que faz ⁠parte de um amplo plano de venda de ativos para reduzir seu endividamento. ⁠O acordo contempla um 'enterprise value' (EV) de R$12,7 bilhões.

• NATURA ON ⁠perdia 6,09%, em mais um ⁠pregão ​negativo para ações sensíveis a juros no Brasil. O amplo índice de consumo da B3 recuava 1,86%.

(Por Paula Arend LaierEdição Michael Susin)

Reuters

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