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Ibovespa mantém fraqueza sob exterior negativo

Ibovespa mantém fraqueza sob exterior negativo

Reuters

23/09/2026

Placeholder - loading - Reflexo de uma mulher aparece no chão enquanto ela observa um painel eletrônico que exibe o gráfico das recentes flutuações dos índices de mercado no pregão da BM&F Bovespa, no centro de São Paulo, Br
Reflexo de uma mulher aparece no chão enquanto ela observa um painel eletrônico que exibe o gráfico das recentes flutuações dos índices de mercado no pregão da BM&F Bovespa, no centro de São Paulo, Br

Atualizada em  23/09/2026

Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO, 23 Set (Reuters) - O Ibovespa firmava-se ​em queda nesta quarta-feira, renovando mínima abaixo de 186 mil pontos, em meio a um cenário externo desfavorável e repercussão de nova pesquisa eleitoral.

Por volta de 14h40, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, recuava 0,66%, a 186.182,03 pontos, tendo marcado 185.886,31 na mínima e 188.772,33 pontos na máxima até o momento.

O volume financeiro somava R$17,3 bilhões.

Em Wall Street, o S&P 500 cedia 0,66%, enquanto o rendimento do título de 10 anos avançava a 5,120%, de 4,967% na véspera, em meio a retomada da alta dos preços do petróleo no mercado internacional.

O barril sob o contrato Brent superava US$102 sem sinais de fato de um avanço diplomático para o Irã, com o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmando que o país nunca irá se render.

Investidores também estão na expectativa do encontro entre o ⁠presidente dos EUA, Donald Trump, ⁠e o presidente da China, Xi Jinping, na quinta-feira ​em Washington.

'É ‌o ponto crucial da semana', afirmou Pedro Moreira, sócio do escritório de investimentos One.

Pesquisa Atlas/Bloomberg mostrou pela manhã que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a liderar as intenções de voto contra o senador Flávio Bolsonaro (PL) em um eventual segundo turno da eleição presidencial, embora siga o empate técnico.

De acordo com Mateus Hammes, head de investimento da Ludo ⁠Capital, as pesquisas continuam mostrando um cenário binário com desfecho em aberto e qualquer novo levantamento ​pode servir como gatilho para volatilidade nos negócios.

Dados da B3 mostraram nova entrada líquida de estrangeiros das ações brasileiras no ​último dia 21, ampliando o saldo positivo acumulado em setembro para R$9,635 ‌bilhões, de R$9,230 bilhões até o ​dia ⁠18.

DESTAQUES

• PETROBRAS PN avançava 2,67% e PETROBRAS ON subia 2,71%, endossadas pelo avanço dos preços do petróleo no exterior, onde o barril sob o contrato Brent subia 3,4%, a US$102,62. No noticiário sobre a companhia, a diretora de Logística, Comercialização e Mercados, Angélica Laureano, afirmou que ​a Petrobras já garantiu o volume de importação de diesel necessário para outubro, de 650 milhões de litros, e não prevê grandes volumes de compras externas para novembro. Ainda, analistas do UBS BB elevaram o preço-alvo para as ações da estatal a R$62 ante R$60 e reiteraram recomendação de compra.

• ITAÚ UNIBANCO PN recuava 1,55%, abandonando o sinal positivo, com piora no setor como um todo. ​BRADESCO PN era negociada em alta de 2,12%, BANCO DO BRASIL ON cedia também 2,12%, BTG PACTUAL UNIT perdia 0,42% e SANTANDER BRASIL UNIT caía 1,18%.

• VALE ON perdia 1,4%, em sessão com oscilação modesta dos futuros do minério de ferro na China, onde o contrato mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian encerrou o pregão diurno com acréscimo de 0,07%. No setor de mineração e siderurgia, CSN ON era o destaque de baixa com declínio de 2,71%.

• LOCALIZA ON avançava 0,9%, após o conselho de administração da empresa de aluguel de veículos e gestão de frotas aprovar quase R$615 milhões em juros sobre capital próprio (JCP). A ​decisão mantém a consistência na remuneração aos acionistas, afirmaram analistas do Citi, destacando que o pagamento veio ligeiramente acima das estimativas deles, 'embora ainda ‌se mostre saudável, considerando o bom potencial de geração ⁠de fluxo de caixa livre (FCF) da companhia'.

• ENGIE BRASIL ON caía 3,59%, em sessão negativa para elétricas, com o índice do setor na B3 recuando 1,42%. O Ministério de Minas e Energia colocou em consulta pública uma proposta de diretrizes sobre ⁠o futuro de uma série de concessões de usinas hidrelétricas que vencem até 2032, ⁠citando possíveis 'travas' em leilões para evitar concentração de mercado entre ⁠os grandes grupos hidrelétricos. Além ⁠de ​Engie, a discussão interessa a importantes companhias do setor que possuem portfólios hidrelétricos, como Axia e Copel.

(Edição Alberto Alerigi Jr. e Igor Sodré)

Reuters

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