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Ibovespa recua pressionado por Vale sem tirar eleição do radar

Ibovespa recua pressionado por Vale sem tirar eleição do radar

Reuters

22/10/2026

Placeholder - loading - Painéis eletrônicos na B3, em São Paulo 5 de outubro de 2026 REUTERS/Alexandre Meneghini
Painéis eletrônicos na B3, em São Paulo 5 de outubro de 2026 REUTERS/Alexandre Meneghini

Atualizada em  22/10/2026

Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO, 22 Out (Reuters) - O ​Ibovespa recuava nesta quinta-feira, em mais uma sessão marcada por expectativa para o desfecho da eleição presidencial no domingo, com Vale adicionando pressão negativa na esteira do declínio do minério de ferro no exterior.

Por volta de 10h50, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, cedia 0,65%, a 205.162,80 pontos. O volume financeiro no pregão somava R$4,58 bilhões.

Investidores continuam atentos a pesquisas eleitorais, com o foco no dia voltado para levantamento do Datafolha, após o fechamento da bolsa.

'As pesquisas serão importantes para avaliar se a disputa presidencial permanece estável ou se há mudança de tendência na reta final', afirmou o responsável pela área de ⁠renda variável ⁠da Criteria, Thiago Pedroso.

Até o momento, os ​levantamentos têm ‌mostrado o senador Flávio Bolsonaro (PL) numericamente à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa do segundo turno, mas com empate técnico.

Novas lives de ambos os candidatos previstas para o começo da noite também devem ocupar as atenções.

No exterior, Wall Street tinha uma ⁠sessão negativa, marcada pela alta dos preços do petróleo e recepção negativa aos resultados ​trimestrais de Tesla e Meta.

DESTAQUES

• VALE ON recuava 2,05%, acompanhando o viés negativo de mineradoras ​no exterior. Na China, o contrato futuro de minério ‌de ferro mais negociado na ​Bolsa ⁠de Mercadorias de Dalian (DCE) caiu 1,62%, para 669 iuanes (US$100,23) por tonelada. No setor de mineração e siderurgia, CSN ON caía 3,33%, USIMINAS PNA perdia 2,86% e GERDAU PN cedia 2,83%.

• PETROBRAS PN mostrava estabilidade, mesmo ​com a alta dos preços do petróleo no exterior, onde o barril sob o contrato Brent valorizava-se 3,03%, a US$112,12, em meio a uma nova escalada das tensões no Oriente Médio. No setor, PRIO ON avançava 0,94% e BRAVA ON registrava elevação de 1,24%, enquanto PETRORECONCAVO ON, que não faz ​parte do Ibovespa, registrava decréscimo de 1,45%.

• BRADESCO PN cedia 0,73%, tendo no radar a divulgação do balanço do terceiro trimestre após o fechamento do mercado. Estimativas compiladas pela LSEG apontam lucro líquido de R$7,1 bilhões. No setor, BTG PACTUAL UNIT recuava 1,03%, SANTANDER BRASIL UNIT perdia 0,43%, ITAÚ UNIBANCO PN caía 0,47% e BANCO DO BRASIL ON mostrava declínio de 0,37%.

• MBRF ON caía 2,98%, após duas altas seguidas, com investidores ainda especulando potenciais reflexos da ocorrência de foco da doença de Newcastle em ​estabelecimento de criação comercial de perus da empresa em Nova Itaberaba, Santa Catarina. Na véspera, a companhia disse ‌que 'entende que eventuais impactos decorrentes da ocorrência ⁠sobre suas operações, situação econômico-financeira ou resultados, se houver, não serão materiais'.

• BRADSAÚDE ON, que não faz parte do Ibovespa, avançava 3,96%, após reportar lucro líquido de R$1,1 bilhão no terceiro trimestre, ⁠avanço de 14,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. ⁠A companhia vinculada ao grupo Bradesco também ⁠anunciou que vai distribuir ⁠dividendos ​intercalares de R$1 bilhão, equivalente a R$0,34 por ação em circulação.

(Por Paula Arend Laier; Edição de Eduardo Simões)

Reuters

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