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IGP-M sobe mais que o esperado em abril com conflito no Oriente Médio, mostra FGV

IGP-M sobe mais que o esperado em abril com conflito no Oriente Médio, mostra FGV

Reuters

29/04/2026

Placeholder - loading - Posto de gasolina no Rio de Janeiro 18 de março de 2026. REUTERS/Pilar Olivares
Posto de gasolina no Rio de Janeiro 18 de março de 2026. REUTERS/Pilar Olivares

Atualizada em  29/04/2026

SÃO PAULO, 29 Abr (Reuters) - O Índice Geral ​de Preços-Mercado (IGP-M) teve alta de 2,73% em abril, depois de ter subido 0,52% no mês anterior, acelerando mais do que o esperado diante dos efeitos da guerra no Oriente Médio, mostraram dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta quarta-feira.

A expectativa em pesquisa da Reuters era de avanço de 2,53%, e com o resultado do mês o índice passou a acumular em 12 meses alta de 0,61%.

“Todos os índices registraram influências diretas do conflito geopolítico na região do Estreito de Ormuz, contribuindo, assim, para ⁠o avanço ⁠do IGP-M', disse Matheus Dias, economista ​do FGV ‌IBRE.

A guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã vem elevando os preços do petróleo diante do fechamento do Estreito de Ormuz e provocando repercussões mundiais nos preços, sem perspectiva de resolução em breve.

O Banco ⁠Central anuncia sua decisão de política monetária nesta quarta-feira, com expectativa de ​corte de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros Selic, atualmente ​em 14,75%, depois de pregar cautela diante do ‌conflito.

O Índice de Preços ​ao ⁠Produtor Amplo (IPA) do IGP-M, que responde por 60% do índice geral e apura a variação dos preços no atacado, disparou 3,49% em abril, depois de ter subido 0,61% no ​mês anterior.

'Nos preços ao produtor, o grupo de matérias-primas brutas avançou quase 6%, em decorrência do choque provocado pela guerra. Além disso, observam-se repasses mais relevantes em produtos da cadeia petroquímica, como sacos ou sacolas plásticas para embalagem, itens de ​grande importância no varejo', explicou Dias.

Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que tem peso de 30% no índice geral, avançou 0,94% em abril, de uma alta de 0,30% em março.

'Os preços ao consumidor ainda refletem de forma significativa o impacto dos combustíveis, com destaque para a gasolina, que subiu, em média, 6,3% em abril, e para o diesel, cuja alta foi de 14,9%', completou o economista.

O Índice Nacional ​de Custo da Construção (INCC) passou a subir no período 1,04%, de uma alta de ‌0,36% em março, pressionados segundo a ⁠FGV pelo aumento dos materiais, como massa de concreto, tubos e conexões de PVC e blocos de concreto, que vêm sendo reajustados como consequência do repasse ⁠dos custos maiores dos insumos.

O IGP-M calcula os preços ⁠ao produtor, consumidor e na construção ⁠civil entre os ⁠dias ​21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

(Por Camila MoreiraEdição de Tatiana Ramil)

Reuters

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