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Índice europeu STOXX 600 fecha estável após impulso do BCE conter pressões dos rendimentos

Índice europeu STOXX 600 fecha estável após impulso do BCE conter pressões dos rendimentos

Reuters

06/03/2025

Placeholder - loading - Bolsa de Frankfurt 05/03/2025.    REUTERS/Staff/File Photo
Bolsa de Frankfurt 05/03/2025. REUTERS/Staff/File Photo

Por Nikhil Sharma e Purvi Agarwal

(Reuters) - As ações europeias reduziram as quedas e fecharam estáveis nesta quinta-feira, depois que o corte da taxa de juros pelo Banco Central Europeu impulsionou as ações dos bancos, compensando as pressões do aumento dos rendimentos dos títulos de longo prazo.

O índice pan-europeu STOXX 600 recuperou-se de uma queda de 0,9% e fechou estável.

O BCE reduziu as taxas de juros, conforme esperado, e sinalizou que mais cortes podem estar por vir à medida que a inflação se normaliza, mesmo com a iminente guerra comercial com os EUA e os planos para aumentar os gastos militares impulsionando a maior reviravolta na política econômica da Europa em décadas.

'(O BCE está) mantendo o máximo de flexibilidade, dados os altos níveis de incerteza', disse Maximilian Kunkel, diretor de investimentos do UBS para a Alemanha. 'Há incerteza em relação às políticas do governo dos EUA.'

Os bancos subiram 0,8%, atingindo uma máxima recorde, mas os ganhos foram limitados por quedas acentuadas nos bancos britânicos. Excluindo o Reino Unido, as ações de bancos avançaram 2,6%, enquanto o índice de bancos de Londres caiu 2,7%.

As ações de construção e materiais, juntamente com os produtos industriais, tiveram o maior impulso, ganhando 2,2% e 0,9%, respectivamente.

'As áreas que provavelmente se beneficiarão da mudança de opinião das autoridades (como os bancos) continuam a se beneficiar, enquanto os mercados em geral são apoiados por essa combinação de política fiscal mais favorável ao crescimento e um cenário de política monetária favorável', disse Kunkel.

Os partidos que esperam formar o próximo governo da Alemanha concordaram, na terça-feira, em criar um fundo de infraestrutura de 500 bilhões de euros e revisar as regras de empréstimo, em uma 'bazuca' fiscal para a economia.

Os rendimentos dos títulos de prazos mais longos continuaram a subir em todos os setores, devido às expectativas de maior oferta. O do título alemão de 10 anos estava em 2,835%, em níveis não vistos desde outubro de 2023.

O aumento pressionou setores sensíveis aos juros, como o imobiliário, que liderou as perdas setoriais com uma queda de 2,7%. O setor de saúde foi o maior obstáculo, com uma queda de 1,2%.

Também houve certa cautela em relação à tarifa de 25% imposta pelo presidente dos EUA, Donald Trump, sobre as importações de carros europeus e outros produtos, sem que haja detalhes claros sobre sua implementação.

Em LONDRES, o índice Financial Times recuou 0,83%, a 8.682,84 pontos.

Em FRANKFURT, o índice DAX subiu 1,47%, a 23.419,48 pontos.

Em PARIS, o índice CAC-40 ganhou 0,29%, a 8.197,67 pontos.

Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve valorização de 0,68%, a 38.779,67 pontos.

Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou alta de 0,15%, a 13.234,20 pontos.

Em LISBOA, o índice PSI20 desvalorizou-se 0,64%, a 6.690,48 pontos.

Reuters

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