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Irã declara apoio ao Hezbollah em meio a dúvidas sobre acordo de paz

Irã declara apoio ao Hezbollah em meio a dúvidas sobre acordo de paz

Reuters

05/06/2026

Placeholder - loading - Manifestação em apoio ao líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, em Teerã  4 de junho de 2026   Majid Asgaripour/WANA via REUTERS
Manifestação em apoio ao líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, em Teerã 4 de junho de 2026 Majid Asgaripour/WANA via REUTERS

Por Ahmed Elimam e Jana Choukeir

DUBAI, 5 Jun (Reuters) - O Irã ​reafirmou apoio ao seu aliado libanês Hezbollah e pediu que Israel se retire do sul do Líbano, ressaltando as complicações enfrentadas por um acordo provisório para pôr fim ao conflito mais amplo entre EUA e Irã.

O Irã fez de um cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah uma condição para qualquer acordo de paz com Washington para resolver a guerra regional, agora em seu quarto mês, e retomar a navegação pelo Estreito de Ormuz.

A mais recente rodada de combates entre Hezbollah e Israel eclodiu no início de março, dois dias depois que EUA e Israel lançaram ataques contra o Irã. O Hezbollah disse que suas ações eram em apoio a Teerã.

'Essa guerra só terminará quando terminar também no Líbano', disse o ministro das ⁠Relações Exteriores do ⁠Irã, Abbas Araqchi, à emissora de TV libanesa ​Al Mayadeen, ‌na noite de quinta-feira.

'O fim da guerra no Líbano precisa ser acompanhado pela retirada das forças israelenses dos territórios que ocuparam', declarou ele.

Os comentários foram feitos depois que o líder do Hezbollah, Naim Qassem, rejeitou um pacto intermediado pelos EUA entre Israel e o governo libanês para interromper os combates no Líbano. O acordo não ⁠previa a retirada israelense e o Hezbollah não participou das negociações.

Israel manteve os ataques no ​sul do Líbano e afirmou que suas forças não se retirarão nem interromperão as operações no país, em meio ​ao crescente atrito com os Estados Unidos.

O Hezbollah declarou na sexta-feira ‌ter realizado dois ataques contra ​tropas israelenses ⁠no sul do Líbano, inclusive perto do Castelo de Beaufort, recentemente capturado, enquanto os serviços de segurança libaneses afirmaram que ataques aéreos israelenses atingiram cidades em todo o sul do Líbano.

COMBATES SE INTENSIFICAM APESAR DE CESSAR-FOGOS

Mohsen Rezaei, conselheiro do líder supremo do ​Irã, disse que o Hezbollah 'fez grandes sacrifícios na guerra recente e é nosso aliado. Portanto, apoiamos o Hezbollah e continuamos firmemente comprometidos com nossas obrigações para com ele'.

Em comentários relatados pela agência de notícias semi-oficial Mehr, ele advertiu Israel contra o cumprimento das ameaças de retomar os ataques contra a capital libanesa, Beirute.

'Hoje alertamos novamente esse regime sinistro para ​que deixe o Líbano. Eles devem saber que o Líbano será uma parte inseparável de qualquer acordo e de qualquer cessar-fogo.'

O presidente do parlamento libanês e aliado do Hezbollah, Nabih Berri, afirmou na sexta-feira que concordaria com a retirada do grupo apoiado pelo Irã do sul do Líbano se as tropas israelenses deixassem simultaneamente o território que ocupam no país.

Em Washington, o presidente Donald Trump disse aos repórteres que acredita estar havendo progresso no Líbano e que o país merece ter paz, acrescentando: 'Isso vem acontecendo há muito tempo, vocês sabem.'

Juntamente com o Líbano, os residentes de Gaza, do norte de Israel ​e do Kuweit estiveram sob fogo nesta semana, apesar dos cessar-fogos organizados pelos EUA que, segundo Trump, envolveram 'disparos de maneira mais ‌moderada', em vez de uma interrupção total dos combates.

Nesta ⁠sexta-feira, a Marinha iraniana afirmou ter disparado tiros de advertência contra destróieres dos EUA no Golfo de Omã para conter 'ataques e assédio marítimos, bem como o sequestro de navios mercantes e petroleiros'. Anteriormente, as forças norte-americanas haviam informado ⁠que abordaram um petroleiro no Oceano Índico e que continuariam a bloquear 'embarcações que ⁠fornecem apoio material ao Irã'.

Em Omã, um suposto ataque ⁠com drones forçou a suspensão ⁠do ​carregamento de petróleo no terminal de Mina al Fahal após uma explosão, segundo fontes, antes que as operações normais fossem retomadas.

Reuters

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