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Irã diz à ONU: navios 'não hostis' podem transitar pelo Estreito de Ormuz

Irã diz à ONU: navios 'não hostis' podem transitar pelo Estreito de Ormuz

Reuters

24/03/2026

Placeholder - loading - Ilustração com mapa do Estreito de Ormuz  REUTERS/Dado Ruvic
Ilustração com mapa do Estreito de Ormuz REUTERS/Dado Ruvic

Atualizada em  24/03/2026

24 Mar (Reuters) - O Irã disse ao ​Conselho de Segurança das Nações Unidas e à Organização Marítima Internacional que 'embarcações não hostis' podem transitar pelo Estreito de Ormuz se coordenarem com as autoridades iranianas, de acordo com uma nota vista pela Reuters nesta terça-feira.

A guerra entre os EUA e Israel contra o Irã praticamente interrompeu os embarques de cerca de um quinto do petróleo e do gás ⁠natural ⁠liquefeito do mundo pelo estreito, ​causando interrupções ‌no fornecimento de petróleo.

A nota do Ministério das Relações Exteriores do Irã foi enviada aos 15 membros do Conselho de Segurança e ao secretário-geral da ⁠ONU, António Guterres, no domingo. Em seguida, foi distribuída ​nesta terça-feira entre os 176 membros da agência de navegação ​da ONU, com sede em ‌Londres, responsável por ​regular a ⁠segurança e a proteção da navegação internacional e prevenir a poluição.

'Embarcações não hostis, incluindo aquelas pertencentes ou associadas a outros ​Estados, podem -- desde que não participem nem apoiem atos de agressão contra o Irã e cumpram integralmente as normas de segurança declaradas -- se beneficiar da passagem segura ​pelo Estreito de Ormuz em coordenação com as autoridades iranianas competentes', diz o documento.

O Irã 'tomou as medidas necessárias e proporcionais para impedir que os agressores e seus apoiadores explorem o Estreito de Ormuz para promover operações hostis contra o Irã', diz a nota, acrescentando que embarcações, equipamentos e quaisquer bens ​pertencentes aos EUA ou a Israel, 'bem como outros participantes da ‌agressão, não se qualificam para ⁠a passagem inocente ou não hostil'.

O Financial Times informou pela primeira vez que a carta havia sido distribuída ⁠entre os Estados-membros da OMI nesta ⁠terça-feira.

(Reportagem de Rajveer Singh Pardesi ⁠em Bengaluru, Mrinmay ⁠Dey ​na Cidade do México e Michelle Nichols em Nova York)

Reuters

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