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Israel exige que Reino Unido feche o consulado em Jerusalém Oriental em até 30 dias, segundo fontes

Israel exige que Reino Unido feche o consulado em Jerusalém Oriental em até 30 dias, segundo fontes

Reuters

09/09/2026

Placeholder - loading - Consulado do Reino Unido em Jerusalém 8 de setembro de 2026 REUTERS/Jamal Awad
Consulado do Reino Unido em Jerusalém 8 de setembro de 2026 REUTERS/Jamal Awad

Por Alexander Cornwell

TEL AVIV, 9 Set (Reuters) - Israel comunicou ao ​Reino Unido que o país deve fechar seu consulado em Jerusalém Oriental no prazo de 30 dias, afirmaram nesta quarta-feira duas autoridades israelenses e duas fontes a par do assunto.

O fechamento do consulado, que representa o governo britânico em Jerusalém, na Cisjordânia e em Gaza em questões palestinas, faz parte de uma série de medidas retaliatórias tomadas por Israel em resposta ao anúncio, na terça-feira, de sanções contra os assentamentos israelenses por parte do Reino Unido, da França e do Canadá.

O ministro das Relações Exteriores britânico, Ed Miliband, disse nesta quarta-feira que lamenta a decisão de Israel de ordenar o fechamento do consulado, mas afirmou que isso não foi uma surpresa.

“Ponderamos os custos e ⁠benefícios de agir... ⁠e concluímos que simplesmente não podíamos ficar ​de braços cruzados ‌por temer uma ação israelense”, disse ele à BBC TV.

Na terça-feira, Miliband afirmou que Israel havia “fechado os olhos” à violência praticada por colonos contra palestinos.

Os diplomatas britânicos que trabalham no consulado, cuja presença em Jerusalém remonta a 1839, também perderão seu status diplomático em 30 dias, disseram as autoridades israelenses ⁠e duas fontes.

Autoridades britânicas designadas para uma missão de coordenação em Gaza liderada pelos Estados ​Unidos em Israel, bem como diplomatas britânicos baseados em Ramallah, receberam um prazo de sete dias para ​deixar o país, segundo uma das autoridades israelenses e as duas ‌fontes.

Israel também anunciou que ​o Reino ⁠Unido não terá mais permissão para treinar forças de segurança palestinas na Cisjordânia e que 12 parlamentares britânicos e outros cidadãos, incluindo o ex-líder do Partido Trabalhista e crítico ferrenho de Israel, Jeremy Corbyn, terão a entrada no país ​proibida.

O gabinete do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, não respondeu a um pedido de comentário sobre o fechamento do consulado.

O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, disse no X que havia agradecido a Kemi Badenoch, líder do Partido Conservador, da oposição britânica, por suas críticas às sanções.

Badenoch escreveu no jornal The Sun que o ​governo trabalhista do Reino Unido está “colocando seus próprios interesses partidários à frente do interesse nacional”.

Miliband disse na terça-feira aos parlamentares que, além de proibir a importação de mercadorias dos assentamentos israelenses na Cisjordânia, o Reino Unido também tomará medidas contra empresas e indivíduos que prestam serviços aos assentamentos, incluindo “construção, infraestrutura, financiamento ou imóveis”.

A França e o Canadá também afirmaram que proibirão a importação de produtos provenientes de assentamentos israelenses, enquanto outros nove países, incluindo a Dinamarca e Portugal, endossaram a ação britânica.

Em resposta, Saar classificou a ação do Reino Unido como “moralmente distorcida” e acusou ​o Reino Unido de “interferência flagrante nos assuntos de um Estado soberano e em seu processo eleitoral” antes das eleições ‌israelenses do próximo mês.

As sanções são as mais ⁠recentes de uma série de medidas voltadas contra a política de assentamentos de Israel e ressaltam seu crescente isolamento diplomático do país entre alguns de seus aliados tradicionais.

Até o momento, a resposta dos Estados Unidos tem ⁠sido discreta, com o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, afirmando que ⁠Washington não deseja ver “nada que desestabilize” a Cisjordânia, ao ⁠mesmo tempo em que ⁠se ​recusou a comentar especificamente sobre as sanções do Reino Unido.

(Reportagem de Alexander Cornwell; Reportagem adicional de Paul Sandle, em Londres)

Reuters

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