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    Itália pode reduzir meta de déficit para aplacar parceiros da UE

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    Por Giuseppe Fonte e Steve Scherer

    ROMA (Reuters) - A coalizão governista da Itália pode reduzir a meta de déficit do orçamento do próximo ano para 2 por cento do Produto Interno bruto para evitar um processo disciplinar da Comissão Europeia, disseram duas fontes do governo nesta segunda-feira.

    O movimento desencadeou uma recuperação nos mercados financeiros, mas não ficou claro se a revisão para baixo será suficiente para satisfazer a Comissão Europeia.

    A meta no esboço orçamentário é agora de 2,4 por cento do PIB, muito maior do que o objetivo de 0,8 por cento determinado pelo governo anterior, levando parceiros europeus a ameaçarem com uma repreensão formal e multas.

    Os líderes de ambos os partidos na coalizão do governo, formado pelo movimento anti-establishment 5-Estrelas e pela Liga, de direita, sinalizaram que estão abertos a reduzir a meta de déficit antes de uma reunião para discutir a medida marcada para esta segunda-feira.

    A reunião, que outra fonte do governo disse que irá ocorrer às 16h30 (horário de Brasília), pode levar ao fim do impasse com Bruxelas que afetou os mercados financeiros preocupados com a sustentabilidade da dívida da Itália e a uma prolongada disputa com seus parceiros da União Europeia.

    Desde a apresentação do projeto de orçamento há dois meses, os dois líderes dos partidos da coalizão se recusaram repetidamente a ceder seus planos de gastos.

    A Comissão Europeia tem pedido uma redução do déficit estrutural que se ajuste ao ciclo econômico e a medidas pontuais.

    Nesta segunda-feira, Matteo Salvini, líder da Liga, disse que Bruxelas ofereceu 'feedback positivo' sobre os planos de redução da meta.

    Nesta segunda-feira, o economista-chefe do Banco Central Europeu (BCE), Peter Praet, disse que o aumento dos custos de empréstimos ofuscará qualquer das possíveis vantagens econômicas do aumento dos gastos em violação das regras da UE no ano que vem.

    Salvini, que também é vice-premiê e ministro do Interior, disse no domingo que 'ninguém está amarrado' à meta de 2,4 por cento.

    Nesta segunda-feira, o vice-primeiro-ministro Luigi Di Maio, que lidera o 5-Estrelas, afirmou que desde que as medidas no orçamento fiquem inalteradas, a redução da meta de orçamento não é um problema.

    'O importante é que o orçamento contenha as metas que estabelecemos', disse Di Maio. 'Então se as negociações significarem que o déficit tem que ser reduzido um pouco, para nós não é importante.'

    Escrito por Thomson Reuters

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