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Itália vai extraditar chinês suspeito de ser hacker procurado pelas autoridades dos EUA, diz fonte

Itália vai extraditar chinês suspeito de ser hacker procurado pelas autoridades dos EUA, diz fonte

Reuters

26/04/2026

Placeholder - loading - Um homem digita em um teclado de computador em frente ao código cibernético exibido nesta foto de ilustração tirada em 1º de março de 2017.REUTERS/Kacper Pempel/Illustration
Um homem digita em um teclado de computador em frente ao código cibernético exibido nesta foto de ilustração tirada em 1º de março de 2017.REUTERS/Kacper Pempel/Illustration

MILÃO, 26 Abr (Reuters) - O governo ​italiano decidiu extraditar um cidadão chinês procurado pelas autoridades dos EUA por acusações de crimes cibernéticos, incluindo o roubo de pesquisas médicas sobre a Covid-19, disse à Reuters uma pessoa com conhecimento direto do assunto.

A decisão do governo, divulgada inicialmente pela Bloomberg, segue uma sentença de um tribunal italiano no início deste mês, que ⁠afirmou ⁠que Xu Zewei poderia ​ser extraditado.

Um ‌representante do governo italiano se recusou a comentar. O advogado de Xu, Enrico Giarda, disse à Reuters que seu cliente ainda não ⁠havia recebido nenhuma comunicação sobre o assunto.

Xu foi preso ​em Milão no dia 3 de julho a ​pedido das autoridades dos EUA, ‌que o acusam ​de ⁠fraude eletrônica e roubo de identidade qualificado por seu suposto envolvimento em atos de pirataria informática ocorridos entre fevereiro ​de 2020 e junho de 2021.

Após sua prisão, o advogado de Xu afirmou que seu cliente havia sido vítima de um erro de identidade.

O ​Departamento de Justiça dos EUA (DOJ) alega que Xu tem invadido e roubado pesquisas cruciais sobre a Covid-19 a mando do governo chinês.

O Departamento de Justiça afirmou que Xu fazia parte de uma equipe de especialistas em segurança cibernética que, em 2020, teve como alvo universidades, ​imunologistas e virologistas sediados nos EUA que realizavam pesquisas ‌sobre vacinas, tratamentos e ⁠testes para a Covid-19.

O Departamento de Justiça também alega que, em 2021, Xu fazia parte de um ⁠grupo de ciberespionagem conhecido como ⁠Hafnium, que se infiltrou ⁠em milhares de ⁠computadores ​em todo o mundo, inclusive nos EUA.

(Por Emilio Parodi)

Reuters

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