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Japão e França concordam em intensificar coordenação sobre Estreito de Ormuz e guerra contra Irã

Japão e França concordam em intensificar coordenação sobre Estreito de Ormuz e guerra contra Irã

Reuters

01/04/2026

Placeholder - loading - Primeira-ministra japonesa Sanae Takaichi em Tóquio 1º de abril de 2026     PHILIP FONG/Pool via REUTERS
Primeira-ministra japonesa Sanae Takaichi em Tóquio 1º de abril de 2026 PHILIP FONG/Pool via REUTERS

TÓQUIO, 1 Abr (Reuters) - Japão e ​França concordaram na quarta-feira em coordenar estreitamente a pressão pelo fim da guerra dos EUA e Israel contra o Irã e a reabertura do Estreito de Ormuz para navios petroleiros, disse a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi.

'Devido ao cenário internacional tão desafiador, acredito que seja de grande importância que os líderes do Japão e da França aprofundem seus ⁠laços ⁠pessoais e fortaleçam ainda mais ​nossa ‌cooperação', declarou Takaichi após conversas com o presidente francês, Emmanuel Macron, em Tóquio, sobre laços de segurança e cooperação industrial.

Com o conflito no Oriente Médio ⁠em sua quinta semana, Japão, França e outros países estão ​lutando contra o aumento dos custos de energia. A ​menos que o canal para ‌cerca de um ​quinto ⁠dos fluxos de petróleo e gás natural liquefeito do mundo seja reaberto, eles poderão enfrentar escassez de produtos petrolíferos.

O Japão, ​que normalmente obtém cerca de 90% de seu petróleo do Oriente Médio, começou a usar suas reservas de petróleo para amortecer o golpe econômico.

Ao discursar ao ​lado de Takaichi, Macron disse que compartilhava a posição dela sobre a necessidade de restaurar a liberdade de navegação no estreito.

A França manteve conversações com dezenas de países enquanto busca propostas para uma missão de reabertura da hidrovia após o término do conflito. O Japão disse que poderia ​considerar o envio de varredores de minas, embora o escopo ‌de qualquer função fosse ⁠limitado por sua constituição pacifista.

Os dois líderes também disseram que buscariam laços de segurança mais estreitos no Indo-Pacífico ⁠e assinaram acordos de cooperação em ⁠cadeias de suprimento de ⁠minerais essenciais, tecnologia ⁠nuclear ​civil e inteligência artificial.

(Reportagem de Tim Kelly e Sudip Kar-Gupta)

Reuters

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