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Kallas, da UE, apresenta modelo do Mar Negro para desbloquear Estreito de Ormuz

Kallas, da UE, apresenta modelo do Mar Negro para desbloquear Estreito de Ormuz

Reuters

16/03/2026

Placeholder - loading - Kaja Kallas em Bruxelas  16/3/2026    REUTERS/Omar Havana
Kaja Kallas em Bruxelas 16/3/2026 REUTERS/Omar Havana

BRUXELAS, 16 Mar (Reuters) - A chefe de ​política externa da União Europeia, Kaja Kallas, disse na segunda-feira que discutiu com as Nações Unidas a ideia de liberar o transporte de petróleo e gás através do Estreito de Ormuz replicando um acordo que retira grãos da Ucrânia em tempos de guerra.

Ao chegar a uma reunião de ministros das Relações Exteriores da UE em Bruxelas, Kallas disse que conversou ⁠com ⁠o secretário-geral da ONU, António ​Guterres, sobre ‌a ideia de desbloquear o estreito, atualmente bloqueado devido à guerra com o Irã.

'Conversei com António Guterres sobre a possibilidade de termos o mesmo tipo ⁠de iniciativa que tivemos com a Iniciativa do Mar ​Negro', disse Kallas.

O Irã praticamente fechou o Estreito de Ormuz, ​em meio à guerra entre ‌EUA e Israel ​contra o ⁠Irã, agora em sua terceira semana. As forças iranianas atacaram navios no estreito canal entre Irã e Omã, bloqueando um quinto ​do fornecimento global de petróleo na maior interrupção de todos os tempos.

Kallas disse que o fechamento do estreito é 'realmente perigoso' para o fornecimento de energia para a ​Ásia, mas também um problema para a produção de fertilizantes.

'E se houver falta de fertilizantes este ano, também haverá privação de alimentos no próximo ano', declarou Kallas, sem dar mais detalhes.

Kallas disse que os ministros também discutirão se é possível alterar o mandato da pequena missão naval da UE no Oriente ​Médio, a Aspides, que atualmente se concentra na proteção de navios ‌no Mar Vermelho contra ⁠o grupo rebelde Houthi do Iêmen.

'É de nosso interesse manter o Estreito de Ormuz aberto e é por isso ⁠que também estamos discutindo o que ⁠podemos fazer a esse respeito ⁠do lado ⁠europeu', ​afirmou ela.

(Reportagem de Lili Bayer, Charlotte Van Campenhout e Andrew Gray)

Reuters

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