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Kasparov, crítico do Kremlin, diz que EUA e Lituânia o alertaram sobre ameaça de assassinato

Kasparov, crítico do Kremlin, diz que EUA e Lituânia o alertaram sobre ameaça de assassinato

Reuters

01/10/2026

Placeholder - loading - Garry Kasparov no Fórum da Liberdade de Oslo    27 de maio de 2019    NTB Scanpix/Ryan Kelly via REUTERS
Garry Kasparov no Fórum da Liberdade de Oslo 27 de maio de 2019 NTB Scanpix/Ryan Kelly via REUTERS

1 Out (Reuters) - Garry Kasparov, opositor ​russo e ex-campeão mundial de xadrez, afirmou que os serviços de segurança dos EUA e da Lituânia o alertaram de que sua vida corria perigo, após uma suposta conspiração contra opositores do Kremlin que vivem fora da Rússia.

Autoridades norte-americanas informaram no mês passado que haviam indiciado cinco pessoas por supostas conspirações envolvendo serviços ⁠de ⁠inteligência russos para assassinar duas ​figuras ‌da oposição — uma nos EUA e outra na Lituânia —, após pagarem a recrutas para realizar vigilância sobre ambas.

Reportagens não confirmadas da mídia apontaram ⁠como possíveis alvos Kasparov, que mora em Nova ​York; Ilya Ponomaryov, dissidente que reside na Ucrânia, mas ​viaja regularmente para os EUA; ‌e Ivan ​Tyutrin, ativista ⁠da oposição que mora na Lituânia.

Kasparov, de 63 anos, escreveu em uma postagem no Substack que ele e ​Tyutrin não foram informados de que eram alvos explícitos.

“Fomos, no entanto, alertados pelos serviços de segurança da Lituânia e dos EUA de que nossas vidas ​estavam em perigo e que deveríamos tomar precauções”, escreveu ele.

“Mas não vou parar e não vou me esconder... Continuarei a fazer tudo o que puder para mobilizar o mundo livre contra a ditadura assassina de Putin”, acrescentou Kasparov, que foi incluído pela Rússia em suas ​listas de “agentes estrangeiros” e “terroristas e extremistas”.

O Kremlin afirmou no ‌mês passado que não ⁠via motivo para comentar as alegações dos EUA na ausência do que chamou de evidências e fatos ⁠confiáveis. A Rússia já havia ⁠negado anteriormente ter conduzido ⁠tais conspirações em ⁠solo ​estrangeiro, inclusive nos EUA.

(Reportagem de Suramya Kaushik em Bengaluru)

Reuters

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