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Lagarde não descarta saída antecipada do BCE

Lagarde não descarta saída antecipada do BCE

Reuters

03/07/2026

Placeholder - loading - Presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde  11 de junho de 2026. REUTERS/Heiko Becker
Presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde 11 de junho de 2026. REUTERS/Heiko Becker

FRANKFURT, 3 Jul (Reuters) - A presidente ​do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, afirmou que ainda é possível que ela deixe o cargo antes do fim de seu mandato, no final de 2027, para se envolver na política francesa, mas que concorrer às próximas eleições presidenciais da França não está “no momento” em seus planos.

Respondendo a uma pergunta do jornal francês Les Échos sobre se ⁠ela ⁠descartaria a possibilidade de deixar ​o cargo ‌antecipadamente, talvez para participar da política francesa, ela disse: “É possível. Acredito que uma voz europeia precisa ser ouvida no debate presidencial francês.”

Lagarde já havia ⁠minimizado rumores sobre renúncia, dizendo que o capitão de ​um navio não abandonaria o comando em tempos turbulentos, ​enquanto a inflação disparava devido ‌ao aumento do ​preço do ⁠petróleo provocado pela guerra no Irã. Ela afirmou na ocasião que sua posição inicial era permanecer no cargo até ​o término de seu mandato, no final de outubro de 2027.

Embora não tenha repetido essa afirmação, ela pareceu descartar a possibilidade de concorrer às eleições francesas em ​2027.

Quando questionada se apoiaria um candidato ou se concorreria ela própria, ela disse inicialmente: “Vou refletir sobre isso”, e em seguida acrescentou: “Estou brincando. Não acho que isso esteja na agenda no momento.”

Ela disse que sua principal função seria levar uma perspectiva europeia para a política nacional.

“Eu falaria com uma ​voz francesa e europeia, porque sou profundamente ambas as coisas”, ‌disse Lagarde sobre seu ⁠possível papel nas eleições.

“Eu diria a eles que a França deve desempenhar um papel decisivo no futuro econômico ⁠do nosso continente. E que, sem ⁠esse ambiente europeu e ⁠essa âncora, nossas ⁠perspectivas ​econômicas seriam, no mínimo, incertas”, disse ela.

(Reportagem de Balazs Koranyi)

Reuters

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