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    Lava Jato volta à Petrobras mirando trading; apuração foca passado, diz empresa

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    05/12/2018 REUTERS/Sergio Moraes

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    Atualizada em  

    Por Rodrigo Viga Gaier e Luciano Costa

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Força Tarefa da Lava Jato voltou a mirar a estatal Petrobras , ao realizar nesta quinta-feira a Operação 'Sem Limites II', que apura suspeitas de propinas relacionadas a transações da área de trading da companhia, que atua com compra e venda de petróleo, óleos combustíveis e derivados.

    A PF cumpriu 14 ordens judiciais, sendo 12 mandados de busca e apreensão e dois ofícios para obtenção de dados telemáticos.

    A Justiça determinou ainda bloqueios de bens de cerca de 17 milhões de reais para compensar eventuais prejuízos causados pelas operações, que envolveriam um operador financeiro ligado a um ex-ministro de Minas e Energia, segundo o Ministério Público Federal no Paraná.

    Procurada, a Petrobras defendeu que 'é vítima de crimes desvendados pela Operação Lava Jato' e destacou que 'colabora com as investigações desde 2014', o que já possibilitou mais de 4 bilhões de reais em ressarcimentos aos cofres da companhia.

    A estatal ainda ressaltou que não há entre os citados na operação desta quinta-feira nenhum empregado atualmente no quadro da companhia e disse entender que as apurações envolvem fatos ocorridos antes do início da Lava Jato em 2014.

    'A Petrobras reitera sua política de tolerância zero com a fraude e corrupção', afirmou.

    Os mandados foram expedidos pela Justiça de Curitiba e cumpridos no Rio de Janeiro. Equipes da PF estiveram em bairros das zonas sul e oeste do Rio. Um dos principais alvos é a Gerência Executiva de Marketing e Comercialização da estatal, que fazia operações de 'trading' do petróleo e derivados, de acordo com as autoridades.

    'Após análise de materiais apreendidos na 57ª Fase, Operação Sem Limites – deflagrada em dezembro de 2018, e do resultado de pedidos de cooperação jurídica internacional formulados pela PF, foram identificados novos indivíduos que auxiliavam e integravam a organização criminosa estruturada no sentido de lesar a Petrobras, especialmente em sua área de trading', disse a PF.

    'Além do operador financeiro ligado ao ex-ministro, também são alvos das medidas de busca e apreensão o seu irmão, que o auxiliava no recebimento das vantagens indevidas, e quatro doleiros', disse o MPF no Paraná, sem citar nomes.

    Segundo as autoridades, o operador financeiro relacionado a um ex-ministro da pasta teria atuado 'ao menos de 2008 a 2014'. No período, a pasta foi chefiada pelo ex-senador Edison Lobão (MDB), já acusado de irregularidades por delatores na Lava Jato.

    Procurado, o Ministério de Minas e Energia não comentou. Não foi possível falar com representantes do ex-ministro Lobão.

    O suposto esquema de 'trading' contava com a ajuda de doleiros que movimentam recursos no exterior para quadrilha, disseram os policiais federais.

    'A PF conseguiu identificar titulares de contas no exterior em nome de empresas offshores, e por meio delas, profissionais do mercado paralelo de câmbio realizavam transferências bancárias internacionais para a realização de 'dólar-cabo'', afirmou a corporação.

    A suspeita é de que parte dos valores de propina tinham como objetivo o pagamento de intermediários políticos para a manutenção de certos empregados públicos em funções gerenciais estratégicas da Petrobras, como a de Gerência Executiva de Marketing e Comercialização, onde se realizavam as operações de trading, acrescentou a PF.

    Os investigados responderão pela prática dos crimes de corrupção ativa, corrupção passiva, organização criminosa, crimes financeiros e de lavagem de dinheiro, disseram as autoridades.

    A Reuters publicou em fevereiro que um ex-operador da Petrobras assinou acordo de delação com procuradores sobre suposto esquema de propinas entre tradings de petróleo e funcionários da estatal brasileira. [nL1N2A413U]

    O MPF paranaense disse, sem detalhar, que um ex-trader da Petrobras, que atuou no escritório da companhia em Houston, no Texas, 'hoje colabora com as investigações'.

    Escrito por Reuters

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