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Lavrov diz que acordo de grãos do Mar Negro corre risco de colapso

Lavrov diz que acordo de grãos do Mar Negro corre risco de colapso

Reuters

29/05/2023

Placeholder - loading - Ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, em Nairóbi, durante visita ao Quênia 29/05/2023 Ministério das Relações Exteriores da Rússia/Divulgação via REUTERS
Ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, em Nairóbi, durante visita ao Quênia 29/05/2023 Ministério das Relações Exteriores da Rússia/Divulgação via REUTERS

Por Guy Faulconbridge

MOSCOU (Reuters) - A Rússia alertou o Ocidente nesta segunda-feira de que um acordo que permite a exportação de grãos ucranianos no Mar Negro cessará a menos que um compromisso da Organização das Nações Unidas (ONU) destinado a superar os obstáculos às exportações russas de grãos e fertilizantes seja cumprido.

A ONU e a Turquia intermediaram o acordo do Mar Negro por 120 dias iniciais em julho do ano passado para ajudar a enfrentar uma crise alimentar global que foi agravada pela invasão de Moscou à Ucrânia, um dos principais exportadores mundiais de grãos.

A Rússia tem alertado repetidamente que permitirá que o acordo expire devido aos obstáculos às suas próprias exportações de grãos e fertilizantes causados pelas sanções ocidentais, mas concordou em prorrogá-lo por mais dois meses em 17 de maio.

'Se tudo permanecer como está, e aparentemente permanecerá, então será necessário partir do fato de que (o acordo) não está mais funcionando', disse o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, durante uma visita a Nairóbi, quando questionado se o acordo do Mar Negro deveria ser prorrogado novamente.

Lavrov, cuja visita ao Quênia é o primeiro passo de uma turnê pela África, disse que o memorando ONU-Rússia não foi cumprido 'de forma alguma'. O compromisso foi alcançado ao mesmo tempo que o acordo do Mar Negro.

Embora as exportações russas de alimentos e fertilizantes não estejam sujeitas a sanções ocidentais, Moscou diz que elas são prejudicadas por restrições de pagamentos, logística e seguros.

Reuters

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