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Líbano diz que ataques israelenses mataram pelo menos 492 pessoas, Israel alerta libaneses para deixarem áreas

Líbano diz que ataques israelenses mataram pelo menos 492 pessoas, Israel alerta libaneses para deixarem áreas

Reuters

23/09/2024

Placeholder - loading - Fumaça no sul do Líbano  23/9/2024  REUTERS/Aziz Taher
Fumaça no sul do Líbano 23/9/2024 REUTERS/Aziz Taher

Atualizada em  23/09/2024

Por Maayan Lubell e Maya Gebeily e Timour Azhari

JERUSALÉM/BEIRUTE (Reuters) - Israel lançou ataques aéreos contra mais de mil alvos do Hezbollah nesta segunda-feira, matando 492 pessoas e vendo dezenas de milhares fugirem em busca de proteção no dia mais letal no Líbano em décadas, segundo autoridades do país.

Após uma troca de fogo das mais intensas desde o início das hostilidades em outubro, Israel alertou a população do Líbano para deixar as áreas que afirma que o movimento armado está guardando armamento.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, enviou uma curta declaração em vídeo dirigida ao povo libanês.

“A guerra de Israel não é contra vocês, é com o Hezbollah. Por muito tempo o Hezbollah tem usado vocês como escudos humanos”, ele disse.

Nasser Yassin, o ministro libanês que coordena a resposta à crise, disse à Reuters que 89 abrigos temporários em escolas e outras instalações foram ativados, com capacidade para mais de 26.000 pessoas, enquanto civis fugiam das 'atrocidades israelenses'.

Depois de quase um ano de guerra contra o Hamas em Gaza, na sua fronteira sul, Israel está mudando o foco para a fronteira norte, onde o Hezbollah, apoiado pelo Irã, tem disparado foguetes contra Israel em apoio ao Hamas, também apoiado pelo Irã.

Os militares de Israel disseram ter atacado o Hezbollah no sul, leste e norte do Líbano.

O Ministério da Saúde do Líbano informou que pelo menos 492 pessoas foram mortas, incluindo 35 crianças e 58 mulheres, e 1.645 ficaram feridas. Uma autoridade libanesa disse que esse foi o maior número diário de mortes no Líbano desde a guerra civil de 1975-1990.

O ministro da Defesa de Israel, Yoav Gallant, disse que a segunda-feira marcou um 'pico significativo' no conflito de quase um ano.

“Neste dia, tiramos de operação dezenas de milhares de foguetes e munição de precisão. O que o Hezbollah construiu ao longo de 20 anos desde a Segunda Guerra do Líbano está, de fato, sendo destruído pelas IDF”, disse em um comunicado, referindo-se às Forças de Defesa de Israel.

Na noite de segunda-feira, Israel lançou um ataque nos subúrbios do sul de Beirute visando o líder do Hezbollah, Ali Karaki, chefe do front sul. O Hezbollah disse, mais tarde, que ele estava em segurança e havia escapado para um local seguro.

Cerca de 60 mil pessoas foram retiradas do norte de Israel por causa dos combates entre Israel e o Hezbollah. Gallant disse que a campanha continuaria até que os moradores pudessem retornar às suas casas. O Hezbollah, por sua vez, prometeu lutar até que haja um cessar-fogo em Gaza.

Os militares israelenses disseram ter atingido cerca de 1.300 alvos do Hezbollah no Líbano. Houve muitas explosões secundárias quando as munições armazenadas dentro de edifícios explodiram, disse o contra-almirante Daniel Hagari numa declaração.

Segundo ele, os ataques israelenses atingiram mísseis de cruzeiro de longo alcance, foguetes pesados, foguetes de curto alcance e drones explosivos.

Em resposta aos ataques, o Hezbollah afirmou ter lançado dezenas de mísseis contra uma base militar no norte de Israel.

Os ataques aéreos intensificaram a pressão sobre o Hezbollah, que na semana passada sofreu um ataque que seu líder, Hassan Nasrallah, chamou de 'sem precedentes na história' do grupo, quando milhares de pagers e walkie-talkies usados por seus membros explodirem.

A operação foi amplamente atribuída a Israel, que não confirmou nem negou a responsabilidade.

(Reportagem de James Mackenzie e Ari Rabinovitch, em Jerusalém; Tom Perry, Maya Gebeily, Timour Azhari, Laila Bassam e Emilie Madi, em Beirute)

Reuters

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