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Líbano e Israel realizam negociações em Roma mediadas pelos EUA para implementar acordo-quadro

Líbano e Israel realizam negociações em Roma mediadas pelos EUA para implementar acordo-quadro

Reuters

14/07/2026

Placeholder - loading - Bandeiras de Israel e do Líbano em um memorial nas proximidades de Metula em Israel    27 de junho de 2026    REUTERS/Amir Cohen
Bandeiras de Israel e do Líbano em um memorial nas proximidades de Metula em Israel 27 de junho de 2026 REUTERS/Amir Cohen

Por Maya Gebeily e Alvise Armellini

BEIRUTE/ROMA, 14 Jul (Reuters) - ​Líbano e Israel retomaram as negociações nesta terça-feira na capital italiana, com Beirute esperando avanços para garantir a retirada israelense do sul do Líbano por meio de um acordo mediado pelos EUA, embora as expectativas de um progresso rápido fossem baixas.

A diplomacia liderada pelos EUA ganhou força desde que o Hezbollah e Israel retomaram a guerra em 2 de março, em meio a um conflito regional mais amplo, avançando apesar das fortes objeções do grupo apoiado pelo Irã, que acredita que somente a pressão iraniana sobre Washington pode garantir o fim da guerra e a retirada ⁠israelense.

O Irã ⁠exigiu o fim da guerra no Líbano ​como parte ‌de seu acordo provisório com Washington, assinado no mês passado, mas o acordo foi abalado na última semana pela retomada das hostilidades entre os EUA e o Irã no Golfo.

As Forças armadas de Israel estão ocupando o que descrevem como uma “zona tampão” de ⁠cerca de 10 km dentro do Líbano, ao longo de toda a extensão ​da fronteira israelense. Autoridades israelenses afirmam que a zona é necessária para proteger as ​comunidades do norte de Israel contra ataques lançados pelo ‌Hezbollah.

Uma reunião em Washington, ​em 26 ⁠de junho, resultou em um acordo que previa o fim do conflito no Líbano, o desarmamento de grupos militantes — uma aparente referência ao Hezbollah —, bem como o envio de tropas libanesas para o ​sul e a retirada progressiva das forças israelenses.

No entanto, os ataques mortais de Israel continuaram, e o Hezbollah rejeitou o acordo, bem como os esforços para desarmá-lo. Israel, por sua vez, afirmou que suas tropas permaneceriam no sul do Líbano enquanto o Hezbollah continuasse armado.

As negociações, programadas ​para durar dois dias na embaixada dos EUA em Roma, terão como objetivo definir como implementar o acordo-quadro, disseram autoridades libanesas à Reuters. Uma das autoridades afirmou que transferir as negociações para a Itália facilitaria que as delegações de ambos os países consultassem seus governos para obter orientação durante as negociações.

O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, disse a repórteres em Tel Aviv na terça-feira que a implementação do acordo-quadro era “o único caminho a seguir” e afirmou ​que Israel “demonstraria boa vontade em Roma”.

Ele afirmou que Israel está pronto para avançar na implementação de duas “zonas-piloto” — ‌áreas no sul do Líbano onde o ⁠acordo prevê o desarmamento do Hezbollah, a retirada das forças israelenses e o envio de tropas libanesas.

Em declarações publicadas por seu gabinete na noite de segunda-feira, o presidente libanês Joseph ⁠Aoun disse que havia solicitado à delegação libanesa que exigisse ⁠o “início imediato” da retirada de Israel das ⁠duas zonas-piloto “antes de qualquer ⁠outra ​discussão”.

(Reportagem de Maya Gebeily em Beirute, Alvise Armellini em Roma, Steven Scheer e Emily Rose em Jerusalém)

Reuters

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