Capa do Álbum: Antena 1
A Rádio Online mais ouvida do Brasil
Antena 1

Líbano proíbe ações militares do Hezbollah após ataque a Israel

Líbano proíbe ações militares do Hezbollah após ataque a Israel

Reuters

02/03/2026

Placeholder - loading - Fumaça no Líbano vista de Israel  2/3/2026    REUTERS/Shir Torem
Fumaça no Líbano vista de Israel 2/3/2026 REUTERS/Shir Torem

Por Laila Bassam, Maya Gebeily, Emilie ​Madi e Tala Ramadan

BEIRUTE, 2 Mar (Reuters) - O governo do Líbano proibiu na segunda-feira as atividades militares do Hezbollah depois que o grupo abriu fogo contra Israel para vingar a morte do líder supremo do Irã, uma medida que provavelmente aumentará a tensão com o grupo apoiado por Teerã em meio a uma nova ofensiva israelense.

A decisão do governo destacou uma mudança dramática no equilíbrio de poder do Líbano desde que ⁠o ⁠Hezbollah, outrora dominante, foi duramente atingido ​por ‌Israel durante uma guerra em 2024, remodelando a política de um país que sofreu um conflito civil entre 1975 e 1990.

Israel lançou ataques aéreos pesados nos subúrbios ao sul de Beirute, ⁠controlados pelo Hezbollah, e em outras áreas do Líbano, em ​resposta ao ataque com drones e foguetes do Hezbollah, matando 31 ​pessoas, de acordo com o Ministério ‌da Saúde libanês.

As ​estradas ficaram ⁠congestionadas com as pessoas fugindo das áreas que sofreram o impacto do bombardeio israelense em 2024.

A violência ampliou o conflito que se espalhou pelo ​Oriente Médio desde que os Estados Unidos e Israel atacaram o Irã no sábado, provocando ataques retaliatórios iranianos em toda a região.

O Hezbollah, um grupo muçulmano xiita fundado pela Guarda Revolucionária Iraniana em ​1982, disse que seu ataque foi para vingar o “sangue puro” do líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, que foi morto no sábado, e “em defesa do Líbano”.

Foi o primeiro ataque do Hezbollah desde a guerra de 2024, apesar dos ataques quase diários de Israel contra o grupo.

Israel responsabilizou o Hezbollah pela escalada e declarou o líder do Hezbollah, Naim ​Qassem, como “alvo a ser eliminado”. As Forças Armadas israelenses afirmaram ter matado ‌Hussein Makled, uma autoridade de ⁠alto escalão da inteligência do Hezbollah.

Não houve confirmação por parte do grupo.

Israel disse que não houve relatos de feridos ou danos causados ⁠pelos ataques do Hezbollah.

“Lançamos uma campanha ofensiva ⁠contra o Hezbollah... Devemos nos preparar ⁠para muitos dias ⁠prolongados ​de combate pela frente”, disse o chefe do Estado-Maior israelense, Eyal Zamir.

Reuters

Compartilhar matéria

Mais lidas da semana

 

Carregando, aguarde...

Este site usa cookies para garantir que você tenha a melhor experiência.