Capa do Álbum: Antena 1
A Rádio Online mais ouvida do Brasil
Antena 1

Líder português defende que EUA utilizem base na campanha contra Irã, em contraste com Espanha

Líder português defende que EUA utilizem base na campanha contra Irã, em contraste com Espanha

Reuters

04/03/2026

Placeholder - loading - O primeiro-ministro português, Luís Montenegro, discursa no Parlamento, em Lisboa, Portugal  19 de fevereiro de 2026 REUTERS/Pedro Nunes
O primeiro-ministro português, Luís Montenegro, discursa no Parlamento, em Lisboa, Portugal 19 de fevereiro de 2026 REUTERS/Pedro Nunes

LISBOA, 4 Mar (Reuters) - O primeiro-ministro português, ​Luís Montenegro, defendeu sua decisão de permitir que os Estados Unidos utilizem a base aérea de Lajes, nas ilhas dos Açores, durante a campanha de bombardeios ao Irã, posição contrária à da vizinha Espanha, que recusou pedidos semelhantes.

Um acordo de longa data com os Estados Unidos permite que Washington utilize a base sem autorização prévia em tempo de paz, mas exige que Portugal ⁠dê ⁠sua aprovação em momentos de ​hostilidades.

Montenegro ‌disse ao Parlamento nesta quarta-feira que a utilização da base pelos EUA está em conformidade com a legislação portuguesa e com os acordos selados com os EUA. ⁠A autorização foi concedida para fins defensivos, com base ​na necessidade e contra alvos militares, em conformidade com o ​direito internacional, afirmou.

'Portugal tem objetivamente ‌uma relação próxima ​com o ⁠nosso aliado, os Estados Unidos', disse Montenegro a parlamentares.

'O Irã violou repetidamente as normas internacionais com suas ambições nucleares e capacidades ​de mísseis de longo alcance', disse, descrevendo o país como um Estado patrocinador do terrorismo internacional.

A posição de Portugal contrasta fortemente com a da Espanha, que irritou o presidente ​Donald Trump ao recusar a permissão para a utilização de suas bases. Montenegro não abordou diretamente a diferença entre os vizinhos, mas observou que Portugal foi um membro fundador da aliança da Otan em 1949, enquanto a Espanha só aderiu em 1982.

Para ele, o governo acredita que a diplomacia deve ser ​a prioridade, mas desde o início do conflito, o Irã atacou ‌outros países que não ⁠haviam se envolvido anteriormente em nenhuma hostilidade.

O governo também vai implementar uma redução 'extraordinária e temporária' do imposto sobre produtos ⁠petrolíferos e energéticos para compensar qualquer aumento ⁠no preço do combustível acima ⁠de 0,10 ⁠euros (US$0,12) ​do preço desta semana devido ao conflito, acrescentou.

(Reportagem de Sergio Gonçalves)

Reuters

Compartilhar matéria

Mais lidas da semana

 

Carregando, aguarde...

Este site usa cookies para garantir que você tenha a melhor experiência.