Capa do Álbum: Antena 1
A Rádio Online mais ouvida do Brasil
Antena 1

Lula rebate EUA após queda de 61,4% no desmatamento da Amazônia em maio

Lula rebate EUA após queda de 61,4% no desmatamento da Amazônia em maio

Reuters

11/06/2026

Placeholder - loading - Presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante reunião ministerial em Brasília 3 de junho de 2026 REUTERS/Adriano Machado
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante reunião ministerial em Brasília 3 de junho de 2026 REUTERS/Adriano Machado

Atualizada em  11/06/2026

11 Jun (Reuters) - O presidente Luiz Inácio ​Lula da Silva rebateu nesta quinta-feira críticas dos Estados Unidos ao Brasil após dados mostrarem que o desmatamento da Amazônia caiu 61,4% em maio na comparação anual, de acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

A área desmatada no período somou 370 quilômetros quadrados, na maior queda mensal já registrada pelo sistema Deter, que fornece alertas em tempo real sobre a devastação da floresta.

Presente ao anúncio dos dados, Lula rebateu alegação dos Estados ⁠Unidos, ⁠que usaram o desmatamento como ​um dos ‌motivos para a imposição de tarifas comerciais sobre o Brasil.

'Vamos ter que pegar esses dados, mandar para o cidadão do comércio dos Estados Unidos que coloca a questão do desmatamento como justificativa ⁠para punir o Brasil com uma taxação maior e vamos ​comparar o que acontece no Brasil com o que acontece nos ​Estados Unidos', disse Lula em discurso durante ‌cerimônia para anúncio ​dos números.

'Quando ⁠a gente está negociando com alguém que não tem parâmetro para negociar, com alguém que não se comporta de forma civilizada para negociar, a gente ​vai ter que fazer comparação', acrescentou.

Para o período entre agosto de 2025 e maio deste ano, o desmatamento da Amazônia apontado pelo Deter ficou em 2.189 quilômetros quadrados, uma queda de 37,5% na comparação ​com o período anterior.

O ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, afirmou que os números apresentados nesta quinta 'põem por terra' o uso pelos EUA da questão do desmatamento para impor tarifas comerciais ao Brasil.

'É algo realmente histórico em um mês em que sempre, historicamente, o desmatamento aumentava', disse Capobianco. 'Põe por terra a acusação injusta, improcedente, dos Estados Unidos que incluiu ​o desmatamento da Amazônia como uma causa para justificar medidas para imposição ‌de tarifas. Os números são claros, ⁠transparentes, auditáveis.'

O Inpe informou, também, uma queda de 12,2% no desmatamento do Cerrado em maio deste ano na comparação com maio do ⁠ano passado, para 777 quilômetros quadrados. O Cerrado ⁠engloba Estados altamente importantes na ⁠produção agrícola do ⁠país, ​como Mato Grosso e Goiás.

(Por Eduardo Simões, em São PauloEdição de Pedro Fonseca)

Reuters

Compartilhar matéria

Mais lidas da semana

 

Carregando, aguarde...

Este site usa cookies para garantir que você tenha a melhor experiência.