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    Marinho depõe por quase 5 horas sobre denúncia de vazamento de operação da PF

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    Senador Flávio Bolsonaro 12/03/2019 REUTERS/Ueslei Marcelino

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    RIO DE JANEIRO (Reuters) - O empresário Paulo Marinho prestou depoimento à Polícia Federal por quase 5 horas, nesta quarta-feira, no âmbito da apuração sobre a denúncia feita por ele de que o senador Flávio Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro, teve conhecimento antecipado de uma operação da PF em 2018 que atingiria o gabinete do então deputado estadual no Rio de Janeiro.

    Ao deixar a superintendência da PF no Rio, Marinho disse que não poderia comentar o depoimento por determinação judicial. 'Esse inquérito corre sob sigilo, e por determinação policial e para não atrapalhar as investigações, não posso dar nenhuma declaração a respeito do meu depoimento', disse ele a jornalistas.

    Questionado, Marinho acrescentou apenas que não falou sobre a campanha eleitoral.

    A PF investiga a denúncia feita por Marinho em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo de que um policial teria vazado informações da operação Furna da Onça no fim de 2018, durante o período eleitoral.

    O Ministério Público Federal (MPF) também abriu um procedimento para apurar o suposto vazamento, que já tinha sido investigado anteriormente pela PF, mas que acabou sendo arquivado por falta de provas.

    Marinho disse na entrevista à Folha, publicada no domingo, que Flávio Bolsonaro soube da operação por meio de um agente da PF antes de ela ser deflagrada. A ação policial, segundo o empresário, teria sido inclusive adiada para não perturbar o processo eleitoral daquele ano.

    O empresário chegou ao local do depoimento em um carro preto que estava escoltado por uma viatura da Polícia Federal. Na entrada, Marinho, ao ser questionado se levava documentos para fundamentar a acusação, disse aos jornalistas que tinha apenas suco de laranja na mochila.

    Marinho é suplente do senador Flávio Bolsonaro, mas se tornou um desafeto. A casa do empresário, na zona sul do Rio, foi usada por Bolsonaro durante a campanha presidencial, mas eles se afastaram no ano passado.

    O empresário atualmente comanda o diretório do PSDB do Rio de Janeiro e se lançou como pré-candidato à prefeitura da cidade.

    (Por Rodrigo Viga Gaier; Edição de Ricardo Brito e Pedro Fonseca)

    Escrito por Reuters

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