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Microsoft critica Reino Unido após bloqueio de aquisição da Activision

Microsoft critica Reino Unido após bloqueio de aquisição da Activision

Reuters

27/04/2023

Placeholder - loading - Logotipos da Microsoft e da Activision Blizzard 18/01/2022 REUTERS/Dado Ruvic
Logotipos da Microsoft e da Activision Blizzard 18/01/2022 REUTERS/Dado Ruvic

Atualizada em  27/04/2023

Por Paul Sandle

LONDRES (Reuters) - O presidente da Microsoft, Brad Smith, disse que a decisão do regulador do Reino Unido de impedir a aquisição da Activision Blizzard, 'abalou a confiança' do Reino Unido como destino para empresas de tecnologia.

A Autoridade de Concorrência e Mercados (CMA), que opera independentemente do governo britânico, bloqueou o negócio de 69 bilhões de dólares na quarta-feira, dizendo que poderá prejudicar a concorrência no mercado de streaming de videogames.

A Microsoft reagiu nesta quinta-feira, dizendo que foi 'provavelmente o dia mais sombrio em nossas quatro décadas no Reino Unido' e que a região enviou a mensagem errada à indústria global de tecnologia.

'Se o governo do Reino Unido quer atrair investimentos, se quer criar empregos (...) precisa atentar para o papel da CMA, para a estrutura regulatória do país, para esta transação, e para a mensagem que o Reino Unido acabou de entregar ao mundo', disse Smith à rádio BBC.

Um porta-voz do primeiro-ministro britânico, Rishi Sunak, disse que os comentários de Smith 'não estão de acordo com os fatos'.

“Continuamos acreditando que o Reino Unido tem um setor de tecnologia extremamente atraente e um mercado de videogames em crescimento”, disse o porta-voz. 'Continuaremos a nos envolver proativamente com a Microsoft e outras empresas.'

Smith disse que a Microsoft trabalhou de forma eficaz com os reguladores da União Europeia em Bruxelas, mas não em Londres, que, segundo ele, refutou a afirmação de que o país seria mais flexível após o Brexit.

A Microsoft disse ontem que irá recorrer da decisão britânica, com apoio 'agressivo' da Activision.

(Por Paul Sandle, Muvija M e Alistair Smout)

Reuters

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