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Milhares ainda estão desaparecidos no Nepal semanas após enchente

Milhares ainda estão desaparecidos no Nepal semanas após enchente

Reuters

16/09/2026

Placeholder - loading - Fotos de pessoas desaparecidas em parede do lado de fora do Hospital Universitário de Tribhuvan, em Katmandu, Nepal 16 de setembro de 2026 REUTERS/Navesh Chitrakar
Fotos de pessoas desaparecidas em parede do lado de fora do Hospital Universitário de Tribhuvan, em Katmandu, Nepal 16 de setembro de 2026 REUTERS/Navesh Chitrakar

NOVA DELHI, 16 Set (Reuters) - As ​autoridades do Nepal afirmaram nesta quarta-feira que apenas cerca de 7% dos corpos recuperados após a enchente devastadora foram identificados, o que ressalta a magnitude do trabalho necessário para ajudar milhares de famílias a descobrir o que aconteceu com seus entes queridos.

Semanas depois que a torrente de lama, rochas e água foi desencadeada ⁠por ⁠um colapso glacial, os familiares ​continuam ‌buscando respostas das autoridades, à medida que as esperanças de encontrar sobreviventes diminuem.

Cerca de 5.200 pessoas continuam desaparecidas, incluindo 636 estrangeiros, depois que ⁠o desastre varreu comunidades montanhosas e usinas hidrelétricas, matando ​pelo menos 1.399 pessoas, informou a Autoridade Nacional ​de Redução e Gestão de Riscos ‌de Desastres ​do Nepal, ⁠em comunicado enviado por email à Reuters.

A agência informou que coletou amostras de DNA de 1.206 corpos e ​1.889 amostras de familiares dos desaparecidos.

Apesar disso, no total, apenas 105 corpos foram identificados e entregues aos familiares, acrescentou.

As autoridades mobilizaram drones térmicos e helicópteros ​nas buscas e trouxeram especialistas para resgatar trabalhadores presos em túneis.

A busca pelos desaparecidos resultou em alguns resgates notáveis de pessoas presas em túneis de usinas hidrelétricas.

No entanto, o fluxo de informações sobre os esforços de resgate, que antes era constante, diminuiu, segundo as famílias ​dos estrangeiros.

“O espaço aéreo restrito, o terreno montanhoso de ‌difícil acesso e a extensão ⁠dos escombros acumulados são os principais desafios para localizar as pessoas desaparecidas”, afirmou o órgão, acrescentando ⁠que está fornecendo atualizações regulares às ⁠embaixadas e às famílias ⁠por meio ⁠de ​canais diretos e indiretos.

(Reportagem de Aftab Ahmed em Nova Délhi)

Reuters

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