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    Ministério Saúde colocará vacina da Sinovac contra Covid-19 em Programa Nacional de Imunização

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    Enfermeira aplica potencial vacina da chinesa Sinovac contra Covid-19 em voluntária, em São Paulo 30/07/2020 REUTERS/Amanda Perobelli

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    Por Lisandra Paraguassu e Eduardo Simões

    BRASÍLIA (Reuters) - O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, disse a governadores em nesta terça-feira que a potencial vacina da chinesa Sinovac contra a Covid-19, Coronavac, será incorporada ao calendário do Programa Nacional de Imunizações, relatou à Reuters o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), um dos presentes à reunião.

    Em nota, o governo de São Paulo confirmou que chegou a um acordo com o Ministério da Saúde para aquisição pelo governo federal de 46 milhões de doses da Coronavac até dezembro de 2020, após aprovação do medicamento pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária. O próprio ministério divulgou nota, pouco depois com a mesma informação.

    A expectativa do ministério, segundo disse Pazuello aos governadores, é que a vacina da Sinovac esteja disponível a partir de janeiro de 2021.

    A reunião tirou dos governadores a preocupação que a disputa política entre o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), e o presidente Jair Bolsonaro evitasse que o Ministério adotasse a Coronavac, que tem um cronograma mais adiantado do que a vacina da AstraZêneca que está sendo desenvolvida em parceria com a Fundação Osvaldo Cruz.

    O governador do Piauí, Wellington Dias, um dos presentes ao encontro, afirmou que a reunião serviu para se começar a pensar em uma proposta para uma estratégia de vacinação em todo o país.

    'O ministro já anunciou que o Sistema Único de Saúde (SUS) tem interesse em adquirir vacinas ao mesmo tempo e trabalhar com as mais diversas vacinas existentes', disse ao sair do encontro.

    Na semana passada, o governo de São Paulo apresentou dados das primeiras fases de testagem da Coronavac. De acordo com o coordenador executivo do Centro de Contingência da Covid-19 no Estado, João Gabbardo, a vacina teria tido 98% de eficácia comprovada e sem efeitos colaterais graves.

    O diretor do Instituto Butantã, Dimas Covas, afirmou que os efeitos registrados até agora são apenas de dor de cabeça leve em alguns casos e dor no local da picada

    A inclusão da vacina no calendário nacional de imunizações não significa obrigatoriedade de vacinação, mas que o governo federal vai disponibilizar o medicamento para todo o país em determinada época, como se faz atualmente com a vacina contra a influenza.

    A obrigatoriedade ou não de pessoas serem vacinadas virou mais uma disputa política entre Bolsonaro e Doria. Depois de o governador afirmar que em São Paulo a vacina seria obrigatória, Bolsonaro reiterou por diversas vezes que o Ministério da Saúde não determinaria a imunização.

    Escrito por Reuters

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