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    Ministro cobra da Petrobras decisão rápida sobre investimento no Comperj

    Por Thomson Reuters

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    Atualizada em

    Por Marta Nogueira

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Petrobras precisa ser pressionada para que decida 'o mais rápido possível' a respeito de investimentos no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), uma vez que esses aportes seriam muito importantes para o Estado do Rio de Janeiro, afirmou nesta segunda-feira o ministro de Minas e Energia, Moreira Franco.

    O ministro fez a afirmação sobre a estatal durante discurso em evento no Rio de Janeiro, enquanto explicava sobre a necessidade de se construir infraestrutura de transporte até o Porto do Açu, em investimentos que poderiam ter sinergia com o Comperj, da Petrobras.

    'Convoco a vocês todos... para que possamos nos empenhar no sentido de conseguir avançar mais, aumentar nossa capacidade produtiva, e fazer uma pressão, não é nem lobby, porque lobby pode ser mal entendido, fazer uma pressão junto à Petrobras para que decida, o mais rápido possível, a retomada daquele núcleo de produção que vai significar muito para o nosso Estado', disse Moreira Franco.

    Questionado após o seu discurso, se o governo poderia cobrar esses investimentos da Petrobras, Moreira Franco afirmou esperar 'que a Petrobras retome imediatamente a obra do Comperj, que é fundamental para a economia do nosso Estado... É indispensável, é uma contribuição imensa para geração de emprego, renda'.

    Moreira Franco defendeu a construção da ferrovia Rio-Vitória, considerada atualmente no Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), uma grande obra de infraestrutura que prevê conectar o Comperj ao Porto do Açu. O ministro indicou que o atraso do Comperj prejudicou a construção da ferrovia, que precisa trazer rentabilidade.

    CONTEXTO

    Após receber investimentos de 13 bilhões de dólares, o Comperj foi uma das obras interrompidas pela Petrobras diante de denúncias de um esquema bilionário de corrupção que envolveu políticos, partidos e grandes empresas de construção, investigado pela operação Lava Jato.

    Em julho, a Petrobras assinou uma carta de intenções com a China National Petroleum Corporation International (CNPCI), subsidiária integral da CNPC, para retomar as obras na refinaria do Comperj e promover investimentos de revitalização na área de Marlim. Mas iniciativas mais concretas ainda não foram anunciadas.

    O ministro reiterou que se encontrará nesta segunda-feira com o presidente da Petrobras, Ivan Monteiro, para fazer um apelo para que a companhia adie a parada de manutenção da plataforma de Mexilhão, grande produtora de gás, por temer que o momento não seja o ideal e evitar aumento dos custos de energia elétrica aos consumidores.

    Moreira Franco falou durante evento de autorização para a implantação da usina térmica UTE GNA II, de 1,6 MW, no Porto do Açu, em São João da Barra, no Estado do Rio de Janeiro. O presidente da Prumo, José Magela, presente no evento, falou a jornalistas sobre a importância que teria a ferrovia Rio-Vitória.

    '(A ferrovia) é fundamental não somente para o porto, mas também para o desenvolvimento de toda uma região do Rio de Janeiro e também do Espírito Santo', disse Magela, explicando que a empresa gostaria que a concessão do projeto fosse uma prioridade para o governo.

    (Por Marta Nogueira)

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