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Ministros de Energia do G7 seguram reservas de petróleo e pedem à AIE que estude opções

Ministros de Energia do G7 seguram reservas de petróleo e pedem à AIE que estude opções

Reuters

10/03/2026

Placeholder - loading - Homem abastece galão de combustível em posto de gasolina em Berlim, Alemanha 2 de março de 2026 REUTERS/Axel Schmidt
Homem abastece galão de combustível em posto de gasolina em Berlim, Alemanha 2 de março de 2026 REUTERS/Axel Schmidt

Por Kate Abnett e Forrest Crellin

BRUXELAS/PARIS, 10 Mar (Reuters) - Os ​ministros de energia do G7 não chegaram a um acordo sobre a liberação das reservas estratégicas de petróleo nesta terça-feira e, em vez disso, pediram à Agência Internacional de Energia (AIE) que avalie a situação antes de agir.

A AIE disse estar convocando uma reunião extraordinária de seus países membros nesta terça-feira.

Os membros devem 'avaliar a segurança atual do fornecimento e as condições do mercado para orientar uma decisão subsequente sobre disponibilizar ou não os estoques de emergência dos países da AIE para o mercado', disse o diretor-executivo da AIE, Fatih Birol.

'Pedimos à AIE que elabore cenários para uma possível liberação de estoques de petróleo, precisamos ⁠estar prontos para ⁠agir a qualquer momento', disse o ministro ​das Finanças ‌da França, Roland Lescure, a jornalistas, após reunião dos ministros do G7 para discutir a alta dos preços da energia devido à guerra no Irã.

O G7 é formado pelos Estados Unidos, Canadá, Japão, Itália, Reino Unido, Alemanha e França.

Os preços de referência do petróleo subiram ⁠para máximos de quase quatro anos na segunda-feira, mas despencaram 11% nesta terça-feira, após ​o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmar que a guerra no Oriente Médio poderia terminar ​em breve.

Ainda nesta terça-feira, líderes da UE devem discutir a ‌competitividade, incluindo os preços ​da energia, ⁠em uma reunião com o chanceler alemão, Friedrich Merz, a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, o primeiro-ministro belga, Bart De Wever e outros.

Os governos europeus estão preocupados com a perspectiva de uma repetição da crise energética ​de 2022, após a invasão da Ucrânia pela Rússia, quando os preços atingiram picos recordes, forçando algumas indústrias a encerrar suas operações.

EUROPA VULNERÁVEL

Mesmo antes da crise do Irã, os preços da energia na Europa eram normalmente mais altos do que nos EUA e na China, e os formuladores de ​políticas de Bruxelas enfrentavam apelos do setor para intervir com medidas de emergência.

'Em relação aos combustíveis fósseis, somos totalmente dependentes de importações caras e voláteis, o que nos coloca em desvantagem estrutural em relação a outras regiões. A atual crise do Oriente Médio é um forte lembrete das vulnerabilidades que isso cria', disse nesta terça-feira a chefe da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, acrescentando que a redução da energia nuclear foi um erro estratégico na Europa.

A Comissão Europeia disse nesta terça-feira que o Banco ​Europeu de Investimento investirá 75 bilhões de euros (US$87,32 bilhões) nos próximos três anos em infraestrutura de energia ‌para desbloquear gargalos da rede elétrica e tentar ⁠reduzir preços.

'Estamos muito mais bem preparados para essa situação do que estávamos em fevereiro de 2022', disse o comissário de Energia da UE, Dan Jorgensen, citando um fornecimento mais diversificado.

A Europa obtinha ⁠cerca de 40% de seu gás da Rússia antes de ⁠Moscou reduzir as entregas em 2022. Atualmente, os ⁠principais fornecedores da UE ⁠são ​a Noruega e os Estados Unidos.

(Reportagem adicional de America Hernandez, Bart Meijer, Charlotte Van Campenhout e Jan Strupczewski)

Reuters

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