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Ministros do G7 pedem pausas humanitárias em Gaza e buscam libertação de reféns

Ministros do G7 pedem pausas humanitárias em Gaza e buscam libertação de reféns

Reuters

08/11/2023

Placeholder - loading - Reunião do G7 em Tóquio  8/11/2023   Eugene Hoshiko/Pool via REUTERS
Reunião do G7 em Tóquio 8/11/2023 Eugene Hoshiko/Pool via REUTERS

Por Sakura Murakami e John Geddie

TÓQUIO (Reuters) - Ministros das Relações Exteriores do G7 pediram nesta quarta-feira pausas humanitárias na guerra entre Israel e Hamas para permitir a entrada de ajuda e a libertação de reféns, e defenderam o retorno a um 'processo de paz mais amplo', no momento em que forças israelenses continuam a atacar a Faixa de Gaza.

Ao final de uma reunião de dois dias em Tóquio, o Grupo dos Sete afirmou em uma declaração conjunta que Israel tem o direito de se defender, ao mesmo tempo em que ressaltou a necessidade de proteger os civis e de cumprir a lei humanitária internacional.

'Os membros do G7 estão comprometidos com (...) a preparação de soluções sustentáveis de longo prazo para Gaza e o retorno a um processo de paz mais amplo, de acordo com os parâmetros acordados internacionalmente', informou a nota.

'Apoiamos pausas e corredores humanitários para facilitar a assistência urgentemente necessária, a movimentação de civis e a libertação de reféns.'

Os ministros compartilharam a opinião de que 'uma solução de dois Estados... continua sendo o único caminho para uma paz justa, duradoura e segura'.

Essa foi apenas a segunda declaração conjunta do G7 desde que homens armados do grupo militante palestino Hamas desencadearam o conflito com um ataque ao sul de Israel em 7 de outubro, matando 1.400 pessoas e fazendo cerca de 240 reféns.

Desde então, o bombardeio israelense em Gaza já matou mais de 10.000 palestinos, cerca de 40% deles crianças, de acordo com as contagens das autoridades de saúde no território governado pelo Hamas.

'Acredito que é importante que o G7 tenha sido capaz de emitir sua primeira mensagem unificada em forma de declaração a respeito de uma pausa humanitária... em termos da responsabilidade que o G7 tem para com a comunidade internacional', disse a ministra das Relações Exteriores do Japão, Yoko Kamikawa, aos repórteres.

Perguntado se todos os membros do G7 estavam pedindo uma pausa humanitária ou se alguns defendiam um cessar-fogo total, o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, disse que a declaração 'reflete com muita precisão' o que foi discutido e que havia 'unidade real' entre o bloco.

O comunicado também reiterou o apoio do G7 à Ucrânia em sua guerra com a Rússia, destacou a necessidade de engajamento com a China e condenou os testes de mísseis da Coreia do Norte e transferências de armas para a Rússia.

O G7 é composto por Reino Unido, Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão e EUA, e a União Europeia também participa da cúpula.

Reuters

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