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Moraes deixa para plenário do STF decidir como será depoimento de Bolsonaro em ação sobre PF

Moraes deixa para plenário do STF decidir como será depoimento de Bolsonaro em ação sobre PF

Reuters

07/12/2020

Placeholder - loading - Ministro Alexandre de Moraes em sessão no STF  17/4/2018 REUTERS/Adriano Machado
Ministro Alexandre de Moraes em sessão no STF 17/4/2018 REUTERS/Adriano Machado

Por Maria Carolina Marcello

BRASÍLIA (Reuters) - O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, decidiu nesta segunda-feira deixar para o plenário da corte a definição sobre como se dará o depoimento do presidente Jair Bolsonaro em processo que apura possível interferência na Polícia Federal.

Na decisão, o ministro também nega pedido para que os autos fossem imediatamente encaminhados à Polícia Federal.

'Indefiro o pedido de imediato encaminhamento dos autos à Polícia Federal para elaboração de relatório final', diz Moraes na decisão.

'Determino, seja, imediatamente, oficiado o Excelentíssimo presidente da corte, ministro Luiz Fux, comunicando-lhe do inteiro teor dessa decisão e solicitando urgência na designação de pauta para continuidade do julgamento do citado Agravo Regimental, uma vez que, o inquérito encontra-se paralisado desde 08/10/2020, aguardando decisão definitiva do plenário do Supremo Tribunal Federal', conclui.

Mesmo sem um posicionamento final da corte sobre o assunto, o presidente informou ao STF no fim de novembro, por meio de manifestação do advogado-geral da União, José Levi Mello, que pretendia abrir mão do depoimento presencial.

Mello também pediu o encaminhamento dos autos à Polícia Federal para elaboração de relatório final a ser submetido, para manifestação posterior do Ministério Público. Caberá ao MP decidir, ao fim das apurações, se denuncia Bolsonaro, arquiva o caso ou pede novas diligências.

O formato do depoimento de Bolsonaro ainda está em aberto. O ministro Marco Aurélio Mello, que foi relator substituto, chegou a se posicionar a favor do depoimento por escrito do presidente. Contudo, essa questão foi levada posteriormente ao plenário do Supremo.

Ex-relator do inquérito que se aposentou no início do mês passado, Celso de Mello havia votado para que Bolsonaro prestasse depoimento presencial, mas os demais ministros não votaram no caso. O presidente do STF, Luiz Fux, não marcou uma nova sessão para continuar a apreciação dessa questão em plenário.

Reuters

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