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    Moraes, do STF, determina prisão preventiva e extradição de blogueiro bolsonarista

    Placeholder - loading - Allan dos Santos é visto após PF deixar a casa dele em Brasília  27/5/2020 REUTERS/Adriano Machado
    Allan dos Santos é visto após PF deixar a casa dele em Brasília 27/5/2020 REUTERS/Adriano Machado

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    Por Ricardo Brito

    BRASÍLIA (Reuters) - O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a prisão preventiva do blogueiro bolsonarista Allan dos Santos, investigado pela corte, e que o Ministério da Justiça dê seguimento aos trâmites para extraditá-lo, uma vez que estaria nos Estados Unidos.

    Na decisão, tornada pública nesta quinta, mas tomada no dia 5 de outubro, Moraes ordenou que a Polícia Federal inclua o nome do blogueiro na lista de Difusão Vermelha da Interpol, um mecanismo de cooperação internacional para viabilizar detenções de pessoas fora do país.

    O ministro do STF também decidiu bloquear contas bancárias de Allan do Santos, inclusive com suspensão de valores repassados por meio de plataformas de redes sociais.

    A prisão preventiva do blogueiro havia sido requerida pela Polícia Federal pela Polícia Federal argumentando que a medida é a única apta a parar a série de crimes que ele teria praticado como ataques a órgãos públicos, contestações fraudulentas ao atual sistema de votação, inclusive com a arrecadação de valores.

    As tentativas de contato com Allan do Santos ou representantes não foram bem-sucedidas.

    A PF relatou ao Supremo que Allan dos Santos articulou diretamente com pessoas envolvidas na invasão ao Capitólio dos EUA em 6 de janeiro. Uma sublevação de apoiadores do ex-presidente dos EUA Donald Trump que causou a morte de pessoas que pretendiam contestar a validação do resultado das eleições vencidas pelo democrata Joe Biden.

    O blogueiro é um dos principais aliados de Bolsonaro e familiares desde a época da campanha, em 2018. Ele é investigado em dois inquéritos no STF, o que apura a divulgação de fake news e outro sobre uma suposta milícia digital. O relator da CPI da Covid do Senado, Renan Calheiros (MDB-AL), também sugeriu o indiciamento dele por propagar notícias falsas no enfrentamento à pandemia.

    Escrito por Reuters

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