Capa do Álbum: Antena 1
A Rádio Online mais ouvida do Brasil
Antena 1

Moretti diz que governo terá superávit fiscal em 2027 mesmo considerando exceções à meta

Moretti diz que governo terá superávit fiscal em 2027 mesmo considerando exceções à meta

Reuters

27/08/2026

Placeholder - loading - Notas de 200 reais retratadas em Brasília, 2 de setembro de 2020. REUTERS/Adriano Machado
Notas de 200 reais retratadas em Brasília, 2 de setembro de 2020. REUTERS/Adriano Machado

BRASÍLIA, 27 Ago (Reuters) - O ministro do ​Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, disse nesta quinta-feira que o governo federal terá superávit primário em 2027, mesmo quando consideradas na conta despesas que não são formalmente computadas no cálculo da meta fiscal.

Em entrevista à GloboNews, Moretti afirmou que o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027, a ser apresentado na segunda-feira, vai prever uma queda das despesas federais como proporção do Produto Interno Bruto (PIB).

'Mesmo com os chamados descontos da meta, nossa expectativa real é ⁠de ⁠que no ano que vem nós ​vamos ‌ter mais arrecadação do que despesa, ou seja, vamos ter um orçamento realmente equilibrado, o resultado primário cheio será superavitário no ano que vem, dando um passo importante para colocar a dívida pública ⁠em trajetória de sustentabilidade', disse.

O governo tem até 31 de agosto ​para enviar ao Congresso o PLOA, que trará o detalhamento da ​execução das contas públicas federais no próximo ‌ano. A meta ​fiscal de ⁠2027 é de superávit de 0,50% do Produto Interno Bruto (PIB), com tolerância de 0,25 ponto percentual, além de algumas despesas não contabilizadas, como parte dos precatórios.

O ​ministro afirmou que a desaceleração dos gastos obrigatórios será possível a partir de uma série de medidas já adotadas, com o governo mantendo o compromisso de preservar despesas públicas consideradas prioritárias.

Moretti ressaltou que o orçamento ​de 2027 já contará com o acionamento de gatilhos de ajuste fiscal, ativados após o déficit fiscal de 2025. O mecanismo define que os gastos com pessoal poderão crescer apenas até 0,6% no ano, piso de crescimento de despesas previsto no arcabouço fiscal.

O ministro também destacou como crucial para assegurar a desaceleração das despesas obrigatórias no próximo ano novas travas de gastos ​previstas em projeto de lei aprovado este mês pelo Congresso, como a exclusão ‌de parte das receitas do ⁠petróleo do cálculo das despesas obrigatórias com saúde.

As contas do próximo ano representarão, segundo o ministro, uma melhora de 0,5% do PIB em ⁠relação a 2026. Ele acrescentou que para fechar ⁠a peça orçamentária, o governo não ⁠dependerá da aprovação ⁠de ​nenhuma medida adicional pelo Congresso.

(Por Bernardo CaramEdição de Isabel Versiani e Pedro Fonseca)

Reuters

Compartilhar matéria

Mais lidas da semana

 

Carregando, aguarde...

Este site usa cookies para garantir que você tenha a melhor experiência.