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    Mourão elogia futuro presidente da Petrobras e reitera que núcleo da estatal não será privatizado

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    BRASÍLIA (Reuters) - O vice-presidente eleito, general Hamilton Mourão, elogiou a escolha do novo presidente da Petrobrás, Roberto Castello Branco, e voltou a dizer, nesta segunda-feira, que o núcleo duro da estatal não deve ser privatizando, fazendo a ressalva de que áreas como refino e distribuição podem ser negociadas.

    Em fala a jornalistas na entrada do gabinete de transição do presidente eleito Jair Bolsonaro, Mourão também disse que está em estudo a transferência de algumas atribuições da Casa Civil para a Vice-Presidência da República no futuro governo.

    Mourão elogiou Castello Branco, embora tenha trocado o primeiro nome do economista para Gil.

    'Acho um nome extremamente competente, o Gil Castello Branco, excelente, e vai manter essa gestão de recuperação que a empresa está passando', disse Mourão a jornalistas.

    Provavelmente, a confusão se deu por conta do secretário-geral da Associação Contas Abertas e economista, este sim, Gil Castello Branco. Sua instituição analisa e acompanha a execução orçamentária da União.

    Mais cedo o economista Roberto Castello Branco aceitou convite da equipe do presidente eleito Jair Bolsonaro para comandar a Petrobras, informou a assessoria do futuro ministro da Economia, Paulo Guedes.

    Perguntado sobre os planos de privatização envolvendo a estatal de petróleo, Mourão afirmou que o núcleo duro da empresa será preservado.

    'O núcleo duro da Petrobras, prospecção, onde está inteligência e conhecimento, isso não vai ser privatizado. Agora, podemos negociar distribuição e refino, isso pode ser negociado.'

    Mourão já havia falado em privatizar a BR Distribuidora, mais cedo neste mês, em videoconferência com investidores.

    Perguntado se algumas atribuições da Casa Civil poderiam migrar para a Vice-Presidência, o general da reserva disse que o caso ainda está em discussão, mas que a medida pode ser adotada para evitar que o futuro ministro da Casa Civil e coordenador da transição, Onyx Lorenzoni, fique sobrecarregado.

    'É um estudo, uma vez que as atribuições do ministro Onyx são bem amplas. Se houver concordância de todos, a gente pode organizar isso de uma forma que seja mais eficiente e eficaz para o governo', completou Mourão.

    (Reportagem de Mateus Maia; Reportagem adicional de Ricardo Brito)

    Escrito por Thomson Reuters

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