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Música gerada por IA é excluída das paradas australianas após polêmica envolvendo cover de Madonna

Música gerada por IA é excluída das paradas australianas após polêmica envolvendo cover de Madonna

Reuters

26/08/2026

Placeholder - loading - Madonna na Semana de Moda de Paris   29 de setembro de 2025   REUTERS/Gonzalo Fuentes
Madonna na Semana de Moda de Paris 29 de setembro de 2025 REUTERS/Gonzalo Fuentes

Atualizada em  26/08/2026

Por Renju Jose

SYDNEY, 26 Ago (Reuters) - Músicas geradas ​por IA serão excluídas das paradas musicais da Austrália a partir desta semana, informou a principal entidade do setor musical do país, após a polêmica em torno do cover da música “Like a Prayer”, de Madonna, feito por um DJ australiano, que alcançou o topo das paradas locais.

A Associação Australiana da Indústria Fonográfica (Aria) informou na terça-feira que faixas geradas inteiramente por IA não serão mais elegíveis para suas populares paradas Aria Charts, embora gravações que utilizem IA generativa de forma complementar continuem sendo ⁠elegíveis.

Uma ⁠gravação desenvolvida com o uso de ​IA generativa ‌será elegível apenas se for “substancialmente criada por humanos” e não suscitar preocupações quanto à manipulação de streaming ou das paradas, afirmou a Aria.

As principais gravadoras globais vêm buscando novos acordos de licenciamento para proteger seus vastos ⁠catálogos, à medida que a música gerada por IA cresce em ​popularidade e os consumidores têm cada vez mais dificuldade em distingui-la de canções ​compostas por humanos.

“As paradas da Aria sempre ‌permanecerão uma medida transparente ​do ⁠que a Austrália consome em termos de música, mas uma parada que recompense produções de IA sem licença minaria a própria base da música gravada que existimos para ​representar”, disse a presidente-executivo da Aria, Annabelle Herd.

A Aria compila as músicas e os álbuns mais populares da Austrália nas Aria Charts, que são divulgadas no Apple Music e no Spotify todas as sextas-feiras.

Alguns produtores alegaram que a IA ​generativa havia sido usada no cover do DJ Josh Fawaz, de Queensland, do sucesso de 1989 da Madonna, “Like a Prayer”, e que isso não havia sido divulgado inicialmente. A música se tornou a mais tocada nas rádios australianas e alcançou a 4ª posição em duas paradas da Aria em julho.

A Reuters não conseguiu entrar em contato imediatamente com Fawaz para comentar o assunto.

O produtor musical Mitch Thomas, que ​se apresenta sob o nome de “Needs No Sleep”, chamou Fawaz de “o maior problema da ‌música no momento”.

Em resposta às críticas ⁠de Thomas no Instagram em junho, Fawaz disse que, embora use a IA “como uma ferramenta, não é nada tão profundo assim”, acrescentando que já lançava músicas ⁠muito antes da IA e que seu foco ⁠era oferecer “boa música” aos seus ouvintes.

Os ⁠representantes de Madonna na ⁠Warner ​Records não responderam imediatamente a um pedido de comentário fora do horário comercial normal.

Reuters

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