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Núcleo da inflação no Japão fica abaixo da meta do BC, riscos de energia aumentam

Núcleo da inflação no Japão fica abaixo da meta do BC, riscos de energia aumentam

Reuters

24/04/2026

Placeholder - loading - Funcionário vende sushi em Tóquio 16 de fevereiro de 2026. REUTERS/Kim Kyung-Hoon
Funcionário vende sushi em Tóquio 16 de fevereiro de 2026. REUTERS/Kim Kyung-Hoon

Por Leika Kihara

TÓQUIO, 24 Abr (Reuters) - ​O núcleo da inflação no Japão ficou abaixo da meta de 2% do banco central pelo segundo mês consecutivo em março, segundo dados divulgados nesta sexta-feira, uma vez que os subsídios governamentais aos combustíveis e a moderação da inflação dos alimentos compensaram as pressões sobre os preços decorrentes do choque energético induzido pela guerra do Irã.

Analistas preveem que a inflação volte a acelerar acima ⁠da ⁠meta do Banco do Japão ​nos ‌próximos meses, à medida que as empresas começarem a repassar os custos mais altos do combustível decorrentes do conflito no Oriente Médio.

O núcleo do índice de preços ao ⁠consumidor, que elimina o efeito dos custos voláteis de ​alimentos frescos, subiu 1,8% em março na comparação anual, em ​linha com a mediana das previsões ‌do mercado. Em ​fevereiro ⁠a alta havia sido de 1,6%.

Os dados estão entre os fatores que o Banco do Japão avaliará na reunião de política monetária ​da próxima semana, na qual se espera manutenção da taxa de juros mas também uma sinalização de sua disposição de aumentar os juros para combater as crescentes pressões sobre os ​preços.

'A pressão dos custos decorrente do conflito no Oriente Médio provavelmente aumentará os preços não apenas da energia, mas de uma ampla gama de produtos', disse Masato Koike, economista sênior do Sompo Institute Plus.

'Os subsídios do governo podem conter parte da pressão de alta, mas não toda, dificultando que os salários reais ​permaneçam positivos', disse ele, projetando que o banco central não aumentará ‌os juros em abril.

Um índice ⁠separado, que exclui o efeito dos alimentos frescos e combustíveis e é observado de perto pelo banco central como um ⁠indicador melhor dos movimentos de preços ⁠impulsionados pela demanda, aumentou 2,4% ⁠em março em ⁠relação ​ao ano anterior, depois de um avanço de 2,5% em fevereiro.

Reuters

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