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Núcleo da inflação no Japão fica abaixo da meta em maio

Núcleo da inflação no Japão fica abaixo da meta em maio

Reuters

19/06/2026

Placeholder - loading - Supermercado em Tóquio 24 de março de 2023. REUTERS/Androniki Christodoulou
Supermercado em Tóquio 24 de março de 2023. REUTERS/Androniki Christodoulou

Por Leika Kihara

TÓQUIO, 19 Jun (Reuters) - ​O núcleo da inflação anual do Japão permaneceu abaixo da meta de 2% do banco central pelo quarto mês consecutivo em maio, segundo dados divulgados nesta sexta-feira, já que os subsídios aos combustíveis compensaram o aumento dos custos das matérias-primas decorrentes do conflito no Oriente Médio.

Analistas preveem que a inflação ao consumidor voltará a acelerar nos próximos meses e manterá o ⁠Banco ⁠do Japão no caminho para ​novos ‌aumentos na taxa de juros, à medida que as pressões de custo que já levaram a um aumento acentuado nos preços ao produtor se ampliam.

O núcleo ⁠do índice de preços ao consumidor, que exclui os ​preços voláteis dos alimentos frescos, subiu 1,4% em maio em ​relação ao ano anterior, segundo ‌dados do governo, ​em linha ⁠com a previsão do mercado e repetindo a taxa de abril.

Um índice que exclui tanto os alimentos frescos quanto os combustíveis, ​acompanhado de perto pelo Banco do Japão como um indicador mais preciso da inflação subjacente, teve alta de 1,8% em maio na base anual, ritmo mais lento desde ​setembro de 2022.

O Banco do Japão elevou a taxa de juros para o maior nível em 31 anos na terça-feira no âmbito da normalização de sua política monetária, sinalizando disposição para um aperto adicional conforme se concentra em conter as pressões sobre os preços decorrentes do choque energético induzido pela ​guerra no Irã.

Embora o acordo de paz entre os EUA ‌e o Irã tenha aliviado ⁠os temores do mercado quanto às pressões inflacionárias globais, a inflação no atacado atingiu 6,3% em maio — o maior ⁠nível em três anos, em um ⁠sinal de que as empresas ⁠já estavam ⁠repassando ​os custos mais elevados decorrentes do choque energético.

(Reportagem de Leika Kihara)

Reuters

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