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ONS calcula 11 GW para acessos de geradores e consumidores à rede elétrica em nova política

ONS calcula 11 GW para acessos de geradores e consumidores à rede elétrica em nova política

Reuters

02/09/2026

Placeholder - loading - Parque eólico 26 de agosto de 2026 REUTERS/Stephane Mahe
Parque eólico 26 de agosto de 2026 REUTERS/Stephane Mahe

SÃO PAULO, 2 Set (Reuters) - A nova ​sistemática para garantir conexões de geradores e grandes consumidores de energia à rede elétrica nacional deverá disponibilizar cerca de 11 gigawatts (GW) dos 20,3 GW solicitados até 2031, afirmou o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) nesta quarta-feira.

A avaliação faz parte da primeira 'Temporada de Acesso', criada sob uma política instituída via decreto pelo governo no fim do ano passado que mudou a lógica para que novos projetos de geração de energia e grandes ⁠cargas ⁠se conectem ao Sistema Interligado Nacional (SIN).

Essa ​política ‌interessa tanto a geradores, que precisam conectar novas usinas e transmitir sua energia, quanto a grandes consumidores, como os data centers, que querem receber energia diretamente da rede de transmissão nacional. ⁠Ela também serve para empresas já conectadas, mas que precisem aumentar ​seu uso da rede, como uma indústria em expansão.

Antes, essas empresas ​faziam pedidos de conexão ao ONS ‌e entravam em ​uma fila ⁠cronológica para serem atendidas. Agora, esses pedidos são organizados de forma diferente, nas 'temporadas de acesso': janelas periódicas nas quais o ONS avalia as solicitações e ​pode realizar leilões para que as empresas disputem entre si as conexões onde não há capacidade disponível para acomodar toda a demanda.

Segundo o ONS, dos 11 GW identificados, 8,06 GW receberão sinalização para ​atendimento direto -- isto é, as empresas não precisarão disputar os acessos solicitados. Já outros 2,94 GW deverão seguir para um leilão.

Ainda de acordo com o ONS, do montante a ser encaminhado para concorrência, aproximadamente 1,95 GW são referentes a pedidos de consumidores, concentrados em 13 pontos de conexão no Estado de São Paulo. Os 993 MW restantes são de ​geradores, em dois barramentos no Rio Grande do Sul.

Os números do ONS ‌ainda são preliminares e não contemplam ⁠eventuais desistências, mas sinalizam 'o acerto' da nova política, disse Marcio Rea, diretor-geral do ONS, em nota.

'A nova sistemática contribui para ampliar a ⁠transparência do processo de acesso, ao permitir ⁠melhor aproveitamento da capacidade disponível e ⁠oferecer maior previsibilidade ⁠aos ​agentes do setor elétrico', disse Rea.

(Por Letícia Fucuchima; edição de Roberto Samora)

Reuters

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