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Onze crianças são mortas ou feridas a cada 24 horas no Líbano, diz ONU

Onze crianças são mortas ou feridas a cada 24 horas no Líbano, diz ONU

Reuters

29/05/2026

Placeholder - loading - Crianças brincam em estádio transformado em abrigo em Beirute  8 de maio de 2026   REUTERS/Mohamed Azakir
Crianças brincam em estádio transformado em abrigo em Beirute 8 de maio de 2026 REUTERS/Mohamed Azakir

Por Olivia Le Poidevin

GENEBRA, 29 ​Mai (Reuters) - Onze crianças foram mortas ou feridas, em média, a cada 24 horas no Líbano durante a última semana, informou a agência da ONU para a infância na sexta-feira, conforme Israel ampliou os ataques em todo o país, apesar do cessar-fogo.

Pesados ataques israelenses atingiram cidades e vilarejos no sul do Líbano durante a noite de quarta-feira ⁠e ⁠na quinta-feira, depois que ​Israel declarou ‌uma nova faixa da área como zona de combate. O ataque também atingiu um prédio nos subúrbios do sul de Beirute na quinta-feira.

Um total ⁠de 77 crianças foram mortas ou feridas nos ​últimos sete dias, disse o Unicef, citando números fornecidos ​pelo Ministério da Saúde Pública ‌do Líbano. Desde ​o início ⁠do cessar-fogo, em 16 de abril, 55 crianças foram mortas e 212 ficaram feridas, de acordo com a agência.

O ​porta-voz do Unicef, Ricardo Pires, pediu que todas as partes respeitem totalmente o cessar-fogo.

'De acordo com a lei humanitária internacional, as crianças e a infraestrutura ​civil precisam ser protegidas', disse ele.

O cessar-fogo anunciado por Washington tinha como objetivo interromper os combates que ocorrem entre as tropas israelenses e o Hezbollah, apoiado pelo Irã, desde 2 de março.

A Organização Mundial da Saúde também afirmou na sexta-feira que a ameaça da expansão das atividades ​militares gerou graves preocupações com a saúde da população libanesa.

Desde ‌que o cessar-fogo entrou ⁠em vigor, foi registrado um total de 27 ataques a instalações de saúde no Líbano, resultando em 25 ⁠mortes e 42 feridos, de ⁠acordo com a OMS, acrescentando ⁠que 16 ⁠hospitais ​e 13 centros de saúde primária foram danificados nos ataques.

Reuters

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