Capa do Álbum: Antena 1
A Rádio Online mais ouvida do Brasil
Antena 1

Oriente Médio precisa de solução de longo prazo, dizem Emirados Árabes Unidos antes de conversas sobre crise entre EUA e Irã

Oriente Médio precisa de solução de longo prazo, dizem Emirados Árabes Unidos antes de conversas sobre crise entre EUA e Irã

Reuters

03/02/2026

Placeholder - loading - Líder supremo do Irã aiatolá Ali Khamenei participa de reunião com estudantes em Teerã  3/11/2025     Divulgação via REUTERS
Líder supremo do Irã aiatolá Ali Khamenei participa de reunião com estudantes em Teerã 3/11/2025 Divulgação via REUTERS

Atualizada em  03/02/2026

DUBAI, 3 Fev (Reuters) - A potência regional Emirados Árabes Unidos fez um apelo ⁠a Irã e Estados Unidos, nesta terça-feira, para aproveitarem a retomada das negociações nucleares esta semana para resolver o impasse que levou a ameaças mútuas de ataques aéreos, enfatizando que o Oriente Médio não precisa de outra guerra.

Irã e Estados Unidos retomarão as negociações nucleares na sexta-feira na Turquia, disseram autoridades iranianas e norte-americanas à Reuters na segunda-feira. O presidente dos EUA, Donald Trump, alertou que, com grandes navios de guerra norte-americanos rumando para o Irã, “coisas ruins” provavelmente acontecerão se um acordo não for alcançado.

A visão de Teerã sobre as negociações não é nem otimista nem pessimista, disse uma fonte diplomática iraniana à Reuters nesta terça-feira, acrescentando que as capacidades defensivas da República Islâmica são inegociáveis ​​e que o país está preparado para qualquer cenário.

'Resta saber se os Estados Unidos também pretendem conduzir negociações sérias e orientadas ​para resultados', declarou a fonte.

Fontes iranianas afirmaram que Trump também busca limitar ⁠o programa de ⁠mísseis balísticos do Irã, que autoridades iranianas consideram um componente essencial da defesa do país.

Anteriormente, os Emirados Árabes Unidos, um influente produtor de petróleo do Golfo Pérsico e aliado próximo dos EUA, declararam que a região não pode arcar com outro conflito.

“Acho que a região passou por vários confrontos calamitosos. Não acho que precisamos de outro, mas gostaria de ver negociações diretas entre o Irã e os Estados Unidos levando a entendimentos para que não tenhamos esses problemas ‌com tanta frequência”, disse o assessor do presidente dos Emirados Árabes Unidos Anwar Gargash em painel na Cúpula Mundial de ​Governos em Dubai.

“Eles precisam reconstruir seu relacionamento com os Estados Unidos. Acho que, ‌ao chegar a um acordo, ​um acordo ​político, um acordo geopolítico mais amplo que será realmente benéfico para a região, os iranianos também estarão ajudando a si mesmos no que precisam, que é reconstruir sua economia.”

O enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, e o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, se reunirão em ​Istambul em um esforço para reativar a diplomacia sobre uma longa disputa sobre o programa nuclear do Irã e dissipar os temores de uma nova guerra regional. Um diplomata regional disse que representantes de países como Arábia Saudita e Egito também participarão.

O reforço naval dos EUA perto do Irã segue-se a uma violenta repressão contra manifestações antigovernamentais no mês passado, a agitação interna mais mortal no Irã desde a revolução de 1979.

Trump, que não chegou a cumprir suas ameaças de intervir durante a repressão, exigiu desde então que Teerã fizesse concessões nucleares e enviou uma frota para sua costa. Ele disse na semana passada que o Irã estava “conversando seriamente”, enquanto o principal responsável pela segurança de Teerã, Ali Larijani, afirmou que os preparativos para as negociações estavam em andamento.

Os Emirados Árabes Unidos, um centro regional de comércio e negócios, estão em destaque desde dezembro, quando aumentaram as tensões com a Arábia Saudita devido a acontecimentos no Iêmen.

A retirada das forças dos Emirados do Iêmen após um ataque aéreo saudita não amenizou as tensões entre as duas potências petrolíferas do ⁠Golfo, que têm diferenças de longa data.

Desde então, os Emirados Árabes Unidos têm enfrentado críticas severas nas redes sociais por seu apoio aos ‌separatistas no Iêmen e pelo suposto apoio a um grupo ⁠paramilitar acusado de atrocidades na devastadora guerra contra as Forças Armadas do Sudão.

Gargash rejeitou as críticas, dizendo que o barulho deve ser separado da realidade.

“Eu estava lendo uma mensagem que dizia que estávamos recebendo 45.000 tuítes de ódio todos os dias sobre a ‍questão do Sudão e sobre nossa posição no Sudão. E, de repente, o Iêmen se tornou uma questão, e de repente os bots do Sudão foram reduzidos de 45.000 ​para ‌3.000 por dia, então todo o grupo passou para outra luta”, disse ele.

(Reportagem de Nayera Abdallah, Maha El Dahan, Jana Choukeir e Federico Maccioni)

Reuters

Compartilhar matéria

Mais lidas da semana

 

Carregando, aguarde...

Este site usa cookies para garantir que você tenha a melhor experiência.