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Ortega diz que Nicarágua não realizará mais eleições

Ortega diz que Nicarágua não realizará mais eleições

Reuters

20/07/2026

Placeholder - loading - Presidente da Nicarágua, Daniel Ortega 14 de dezembro de 2024 REUTERS/Leonardo Fernandez Viloria
Presidente da Nicarágua, Daniel Ortega 14 de dezembro de 2024 REUTERS/Leonardo Fernandez Viloria

20 Jul (Reuters) - O presidente de ​longa data da Nicarágua, Daniel Ortega, afirmou que o país centro-americano não realizará mais eleições, eliminando a possibilidade de uma disputa eleitoral quando seu mandato terminar no próximo ano e consolidando ainda mais o governo que ele divide com sua esposa.

Ortega, que está no poder ininterruptamente desde 2007, após um mandato presidencial anterior na década de 1980, disse que a medida ⁠fechará ⁠qualquer caminho para a oposição, ​embora ‌não tenha fornecido detalhes sobre como ela será implementada.

“Não haverá mais eleições aqui para que eles tentem tomar o governo e o poder”, disse Ortega em ⁠um discurso na noite de domingo para comemorar a ​revolução sandinista de 1979, na qual Ortega ajudou a derrubar ​a brutal ditadura de Anastasio ‌Somoza.

“Os dias em ​que partidos ⁠apoiados pelos ianques e pelos somozistas voltariam ao poder acabaram — nunca mais”, acrescentou ele, em sua primeira aparição pública em dois ​meses.

A última eleição na Nicarágua, em 2021, foi amplamente contestada depois que Ortega deteve opositores e líderes empresariais e criminalizou a dissidência.

No ano passado, Ortega consolidou ainda mais ​seu poder por meio de uma série de reformas constitucionais que incluíram a nomeação de sua esposa, Rosario Murillo, como “copresidente” e a extensão do mandato presidencial para seis anos. Ele e sua esposa controlam praticamente todos os aspectos do governo, incluindo as Forças Armadas e o Poder Judiciário.

O governo de ​Ortega e Murillo foi acusado pelo Conselho de Direitos Humanos ‌da ONU de transformar o ⁠país “em um Estado autoritário” e de violar sistematicamente os direitos humanos.

A Nicarágua vive uma grave crise política desde abril ⁠de 2018, quando Ortega respondeu aos ⁠protestos antigovernamentais com uma repressão ⁠na qual ⁠mais ​de 300 pessoas foram mortas.

(Reportagem de Raul Cortes e Gabriela Selser; )

Reuters

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