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Papa Leão condena pena de morte em meio a avanço por execuções nos EUA

Papa Leão condena pena de morte em meio a avanço por execuções nos EUA

Reuters

24/04/2026

Placeholder - loading - O papa Leão 14 fala a jornalistas a bordo do voo papal  23 de abril de 2026 Andrew Medichini/Pool via REUTERS
O papa Leão 14 fala a jornalistas a bordo do voo papal 23 de abril de 2026 Andrew Medichini/Pool via REUTERS

Atualizada em  24/04/2026

CIDADE DO VATICANO, 24 Abr (Reuters) - O ​papa Leão condenou a pena de morte pelo segundo dia consecutivo nesta sexta-feira, pedindo sua abolição nos Estados Unidos, no momento em que o governo do presidente Donald Trump se movimenta para ampliar os métodos de execução de presos federais.

Em uma mensagem enviada à Universidade DePaul, em Chicago, para marcar o 15º aniversário da abolição da pena de morte pelo Estado de Illinois, o papa disse que a ⁠Igreja ⁠Católica ensinou que toda vida humana ​é ‌sagrada desde o momento da concepção.

'O direito à vida é o próprio fundamento de todos os outros direitos humanos', disse o papa. 'Por essa razão, somente quando uma sociedade salvaguarda a ⁠santidade da vida humana é que ela floresce e prospera.'

Leão ​afirmou que sistemas prisionais eficazes podem proteger os cidadãos e, ​ao mesmo tempo, preservar a possibilidade ‌de redenção para pessoas ​condenadas ⁠por crimes graves.

Os comentários foram feitos um dia após um jornalista questioná-lo sobre notícias de ondas de execuções no Irã. 'Condeno todas as ações ​que são injustas. Condeno o ato de tirar a vida das pessoas. Condeno a pena capital', respondeu o papa.

Mais cedo nesta sexta-feira, o Departamento de Justiça dos EUA disse que o governo ​deve expandir os métodos disponíveis para a realização de execuções federais, citando como motivo dificuldades na obtenção de medicamentos para injeções letais.

Em um relatório, o departamento disse que os protocolos de execução deveriam ser modificados para incluir métodos como pelotões de fuzilamento, eletrocussão e asfixia com gás, além da injeção letal.

A medida segue a promessa de ​Trump de retomar a pena capital. Seu antecessor, Joe Biden, comutou as ‌sentenças de 37 condenados federais ⁠no corredor da morte, deixando três na fila de execução.

Primeiro pontífice norte-americano, o papa Leão repreendeu o governo Trump no ano ⁠passado, criticando a repressão do governo aos ⁠migrantes e denunciando repetidamente a ⁠guerra dos EUA e ⁠Israel ​contra o Irã.

Trump, por sua vez, chamou Leão de 'terrível'.

(Reportagem de Crispian Balmer)

Reuters

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