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Parte dos ministros de Comércio do G20 denuncia excesso de capacidade industrial em declaração

Parte dos ministros de Comércio do G20 denuncia excesso de capacidade industrial em declaração

Reuters

07/10/2026

Placeholder - loading - Bandeira dos EUA hasteada em frente à sinalização do G20 em Asheville, Carolina do Norte, EUA, em 31 de agosto de 2026. REUTERS/Sam Wolfe
Bandeira dos EUA hasteada em frente à sinalização do G20 em Asheville, Carolina do Norte, EUA, em 31 de agosto de 2026. REUTERS/Sam Wolfe

Por David Lawder

WASHINGTON, 7 Out (Reuters) - Ministros do ​Comércio de vários países do G20, juntamente com a União Europeia e a Polônia, aderiram a uma declaração liderada pelos EUA que clama por medidas para eliminar o excesso estrutural de capacidade fabril e as políticas “não mercadológicas” que incentivam a superprodução, informou na quarta-feira o gabinete do Representante de Comércio dos EUA.

A declaração conjunta -- que não contou com a adesão do Brasil -- foi acordada por representantes seniores dos países à margem de uma reunião do Comitê de Comércio da OCDE. Uma reunião liderada pelos EUA com ⁠os ⁠ministros do Comércio do Grupo dos ​20, realizada ‌em Milwaukee na semana passada, não conseguiu chegar a um consenso sobre o tema do excesso de capacidade industrial.

“Exortamos todos os países a tomarem medidas para eliminar o excesso estrutural de capacidade e produção em suas economias, inclusive ⁠por meio do fim do uso de políticas e práticas não ​mercadológicas que distorcem os mercados e contribuem para o problema”, afirmaram os ministros ​do Comércio na declaração.

“Observamos que, na ausência de ‌tais medidas, um número ​crescente de ⁠países está tomando medidas para defender suas indústrias, trabalhadores e economias contra as distorções resultantes dessas políticas e práticas.”

A declaração foi assinada pelos ministros do Comércio da Argentina, Austrália, ​Canadá, União Europeia, França, Alemanha, Índia, Itália, Japão, Coreia do Sul, México, Polônia, Turquia, Reino Unido e Estados Unidos.

Notavelmente ausentes da declaração conjunta estavam os membros do G20 China, Brasil, Indonésia, Rússia, Arábia Saudita e África do Sul.

A declaração afirma que ​o excesso estrutural de capacidade e produção leva à superprodução, desestimula o investimento baseado no mercado e prejudica as exportações baseadas no mercado, distorcendo preços e padrões de produção e impedindo a concorrência.

O representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, há muito argumenta que o excesso estrutural de capacidade na China, alimentado por subsídios estatais, levou a uma enxurrada de exportações chinesas que estão pressionando as indústrias nacionais em todas as regiões.

A ​China rejeitou as alegações de que suas políticas industriais tenham criado excesso de capacidade ‌e acusa os países ocidentais de usar ⁠a questão para justificar medidas protecionistas.

Greer afirmou em comunicado que não é surpreendente que países afetados por déficits comerciais crescentes ou que sentissem outras pressões devido ⁠às exportações impulsionadas pelo excesso de capacidade tivessem se ⁠comprometido com uma ação coletiva. “O sistema comercial ⁠global está completamente ⁠desequilibrado, ​e o presidente Trump está corrigindo isso com parceiros que compartilham da mesma visão”, acrescentou.

Reuters

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