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    PDT deve dar apoio crítico ao PT para evitar o mal maior da eleição de Bolsonaro, diz Lupi

    Por Thomson Reuters

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    Atualizada em

    Por Eduardo Simões e Lisandra Paraguassu

    SÃO PAULO (Reuters) - O PDT deverá dar um apoio crítico ao candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, mas não pretende participar da coordenação da campanha ou negociar cargos, disse o presidente do partido, Carlos Lupi.

    'Esse é o indicativo que eu e Ciro (Gomes, candidato do partido à Presidência) vamos levar à reunião da Executiva do partido na quarta-feira', disse Lupi à Reuters nesta segunda-feira. 'Vamos apoiar Haddad mais pelo prejuízo que seria uma Presidência de Jair Bolsonaro'.

    'Apoio crítico, sem participação em coordenação de campanha ou nada disso, para evitar o mal maior', explicou Lupi.

    Na véspera, após a definição do segundo turno entre Bolsonaro e Haddad, Ciro descartou de pronto um apoio a Bolsonaro.

    Os parlamentares eleitos pelo PDT no domingo também participarão do encontro, disse Lupi, acrescentando que, apesar de sua proposta de apoio crítico a Haddad, acatará a decisão do colegiado do partido.

    Ciro teve 12,47 por cento dos votos válidos na eleição de domingo, o equivalente a 13,3 milhões de votos, ficando com a terceira colocação no pleito, atrás de Bolsonaro, que liderou com 46,03 por cento, e de Haddad, que foi o segundo mais votado com 29,28 por cento.

    O apoio do pedetista é considerado vital pelo PT na tentativa de tentar uma frente democrática contra Bolsonaro. Haddad foi para o segundo turno com cerca de 18 milhões de votos atrás do adversário.

    Petistas ouvidos pela Reuters confirmam que o partido pretende buscar apoios e está aberto a vários setores, mas centra esforços no campo de centro-esquerda. 'Centro-esquerda é nossa prioridade', garantiu Emídio de Souza, um dos coordenadores da campanha de Haddad.

    Lupi disse à Reuters que conversou diretamente com a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, a quem informou da posição que ele e Ciro vão levar à Executiva.

    Nesta segunda, Gleisi teve uma reunião em um hotel em São Paulo com o candidato do PSOL, Guilherme Boulos, que já na noite de domingo havia usado sua conta no Twitter para declarar apoio a Haddad. Por telefone, Gleisi também falou com Carlos Siqueira, presidente do PSB.

    O PSB se reúne na terça-feira em Brasília para decidir sua posição no segundo turno. Na convenção nacional em que o PSB optou pela neutralidade no primeiro turno, os socialistas aprovaram também um veto total a qualquer movimento de apoio a Bolsonaro.

    No entanto, o governador de São Paulo, Márcio França, que conseguiu passar para disputar o segundo turno com o tucano João Doria, já avisou ao partido que não poderá dar apoio ao PT sob o risco de perder a eleição, já que Bolsonaro é muito forte em São Paulo, e Doria já anunciou seu voto no ex-capitão.

    O PT escalou o senador eleito pela Bahia Jaques Wagner para encabeçar as negociações com outros partidos. Wagner chegou na manhã desta segunda a São Paulo para iniciar as conversas com potenciais aliados.

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