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Petrobras garante 8 blocos na Costa do Marfim e amplia aposta na África

Petrobras garante 8 blocos na Costa do Marfim e amplia aposta na África

Reuters

17/09/2026

Placeholder - loading - Logotipo da Petrobras, empresa estatal brasileira de petróleo, é visto em sua sede no Rio de Janeiro, Brasil, em 16 de outubro de 2019 REUTERS/Sergio Moraes
Logotipo da Petrobras, empresa estatal brasileira de petróleo, é visto em sua sede no Rio de Janeiro, Brasil, em 16 de outubro de 2019 REUTERS/Sergio Moraes

Atualizada em  17/09/2026

Por Paula Arend Laier e Rodrigo ​Viga Gaier

SÃO PAULO/RIO DE JANEIRO, 17 Set (Reuters) - A Petrobras informou que assinou contratos de partilha de produção para a exploração de oito blocos marítimos na Costa do Marfim 'com elevado potencial', em mais um passo da petroleira que expande sua atuação na costa oeste africana, enquanto busca novas oportunidades para realizar descobertas e recompor suas reservas de petróleo para a próxima década.

Em comunicado nesta quinta-feira, a companhia afirmou que os contratos foram assinados com a República da Costa do Marfim e ⁠a ⁠estatal local Petroci Holding. Conforme o ​acordado, ‌a Petrobras, por meio da subsidiária integral Petrobras Netherlands B.V., deterá participação de 90% nos blocos, como operadora, enquanto a estatal local, Petroci Holding, ficará com os 10% de participação restante.

Os contratos, segundo a ⁠Petrobras, abrangem os blocos offshore CI-513, CI-600, CI-601, CI-602, CI-603, ​CI-605, CI-701 e CI-702.

O resultado vem após a Petrobras ter anunciado em ​junho que havia garantido a exclusividade na ‌negociação para aquisição ​de nove ⁠blocos exploratórios na Costa do Marfim.

'Estamos muito satisfeitos com o resultado, foi um contrato excelente e ficamos com todas as áreas que queríamos. A que ficou ​de fora foi a que não escolhemos', disse a diretora de exploração e produção, Sylvia Anjos, à Reuters.

Além da Costa do Marfim, a Petrobras vem buscando oportunidades em vários países africanos, incluindo Gana, São Tomé e Príncipe, ​Namíbia e África do Sul.

No ano passado, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, disse à Reuters que a Petrobras tornaria o continente africano sua principal região exploratória de petróleo e gás fora do Brasil, enquanto buscava recompor reservas e adiar o início do declínio de sua produção, atualmente previsto para meados da década de 2030.

No comunicado desta quinta-feira, a petroleira afirmou que a transação 'está alinhada ​à estratégia da Petrobras de recomposição das reservas de óleo e gás por ‌meio da exploração de novas fronteiras, ⁠tanto no Brasil quanto no exterior, conforme previsto em seu Plano de Negócios'.

A companhia disse ainda que a avaliação de novas oportunidades busca diversificar ⁠o portfólio exploratório da companhia, promovendo a geração ⁠de valor e a sustentabilidade de ⁠longo prazo de ⁠seus ​negócios.

(Por Paula Arend Laier e Rodrigo Viga GaierTexto de Marta NogueiraEdição Michael Susin)

Reuters

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