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    Petrobras mantém preços dos combustíveis apesar de alta do petróleo por ataque na Arábia Saudita

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    Caminhão deixa refinaria da Petrobras em Canoas (RS) 02/05/2019 REUTERS/Diego Vara

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    RIO DE JANEIRO (Reuters) - O presidente Jair Bolsonaro e a Petrobras disseram na segunda-feira que a petroleira não planeja aumentar de imediato os preços dos combustíveis em resposta ao ataque a instalações de petróleo da Arábia Saudita, indicando que a estatal pode afrouxar temporariamente as regras de preços de mercado.

    Em entrevista à TV Record, Bolsonaro disse que foi informado pelo presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, que apesar de os preços dos combustíveis estabelecidos pela empresa seguirem os valores internacionais, a recente alta do petróleo é 'atípica'.

    “Conversei agora há pouco com o presidente da Petrobras, Castello Branco. Ele me disse que como é algo atípico e, a princípio, tem um fim pra acabar, ele não dever mexer no preço de combustível”, disse Bolsonaro.

    Pouco após a divulgação da entrevista de Bolsonaro, a Petrobras divulgou um comunicado informando que não irá ajustar os preços dos combustíveis por ora, mas que observará as condições de mercado nos próximos dias e tomará uma decisão sobre preços no momento adequado.

    'A Petrobras decidiu por acompanhar a variação do mercado nos próximos dias e não fazer um ajuste de forma imediata. A empresa seguirá acompanhando o mercado e decidirá oportunamente sobre os próximos ajustes nos preços', disse a estatal, ressaltando que suas práticas hoje não preveem periodicidade definida para os reajustes.

    A empresa não respondeu de imediato a um pedido de comentário sobre a conversa entre Bolsonaro e Castello Branco.

    No ano passado, ainda sob a gestão do presidente Michel Temer, o governo pressionou a Petrobras a mudar sua política de preços para os combustíveis em resposta a uma greve de caminhoneiros, o que levou o então presidente da empresa, Pedro Parente, a deixar o cargo.

    (Por Gram Slattery e Marta Nogueira)

    Escrito por Reuters

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