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Petrobras mantém preços dos combustíveis apesar de alta do petróleo por ataque na Arábia Saudita

Petrobras mantém preços dos combustíveis apesar de alta do petróleo por ataque na Arábia Saudita

Reuters

17/09/2019

Placeholder - loading - Caminhão deixa refinaria da Petrobras em Canoas (RS) 02/05/2019 REUTERS/Diego Vara
Caminhão deixa refinaria da Petrobras em Canoas (RS) 02/05/2019 REUTERS/Diego Vara

Atualizada em  17/09/2019

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O presidente Jair Bolsonaro e a Petrobras disseram na segunda-feira que a petroleira não planeja aumentar de imediato os preços dos combustíveis em resposta ao ataque a instalações de petróleo da Arábia Saudita, indicando que a estatal pode afrouxar temporariamente as regras de preços de mercado.

Em entrevista à TV Record, Bolsonaro disse que foi informado pelo presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, que apesar de os preços dos combustíveis estabelecidos pela empresa seguirem os valores internacionais, a recente alta do petróleo é 'atípica'.

“Conversei agora há pouco com o presidente da Petrobras, Castello Branco. Ele me disse que como é algo atípico e, a princípio, tem um fim pra acabar, ele não dever mexer no preço de combustível”, disse Bolsonaro.

Pouco após a divulgação da entrevista de Bolsonaro, a Petrobras divulgou um comunicado informando que não irá ajustar os preços dos combustíveis por ora, mas que observará as condições de mercado nos próximos dias e tomará uma decisão sobre preços no momento adequado.

'A Petrobras decidiu por acompanhar a variação do mercado nos próximos dias e não fazer um ajuste de forma imediata. A empresa seguirá acompanhando o mercado e decidirá oportunamente sobre os próximos ajustes nos preços', disse a estatal, ressaltando que suas práticas hoje não preveem periodicidade definida para os reajustes.

A empresa não respondeu de imediato a um pedido de comentário sobre a conversa entre Bolsonaro e Castello Branco.

No ano passado, ainda sob a gestão do presidente Michel Temer, o governo pressionou a Petrobras a mudar sua política de preços para os combustíveis em resposta a uma greve de caminhoneiros, o que levou o então presidente da empresa, Pedro Parente, a deixar o cargo.

(Por Gram Slattery e Marta Nogueira)

Reuters

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