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Petrobras planeja elevar preço da gasolina, mas avalia concorrência com etanol, diz CEO

Petrobras planeja elevar preço da gasolina, mas avalia concorrência com etanol, diz CEO

Reuters

12/05/2026

Placeholder - loading - A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, participa de um evento na refinaria da Petrobras Gabriel Passos (REGAP) 20 de março de 2026 REUTERS/Washington Alves
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, participa de um evento na refinaria da Petrobras Gabriel Passos (REGAP) 20 de março de 2026 REUTERS/Washington Alves

Atualizada em  12/05/2026

Por Marta Nogueira e Fabio Teixeira

RIO DE JANEIRO, ​12 Mai (Reuters) - A Petrobras avalia realizar um aumento do preço da gasolina vendida a distribuidoras 'já, já', mas busca ter certeza de que irá defender participação de mercado, considerando a concorrência do seu produto com o etanol, disse a presidente da petroleira, Magda Chambriard, nesta terça-feira.

A executiva também afirmou que a empresa planeja incluir em seu próximo plano de negócios projetos para que o Brasil alcance a autossuficiência em diesel e gasolina.

'Nós estamos agora tratando desse aumento (de preço) da gasolina, mas sempre de olho no nosso 'market share' e na evolução do mercado do etanol', disse a executiva, em videoconferência com analistas de mercado sobre os resultados ⁠do primeiro trimestre.

'Nós ⁠estamos tratando disso, vai acontecer já já ​um aumento ‌de preço da gasolina, mas nós temos que ter certeza que esse mercado almejado continua nosso.'

Ela ressaltou que nos últimos 15 dias o preço do etanol caiu nas bombas, com o crescimento da produção e o início da safra de cana.

AUTOSSUFICIÊNCIA

O plano de negócios quinquenal da ⁠Petrobras atual, para o período de 2026 a 2030, prevê atualmente projetos para chegar ​ao atendimento de 85% da demanda brasileira de diesel até 2030, disse Chambriard. Segundo a executiva, ​os projetos atuais estão bem delineados e podem ser expandidos ‌para alcançar 100%.

A busca ​pela autossuficiência ⁠em diesel e gasolina vem em um momento em que houve uma disparada de preços do petróleo e seus derivados no mercado externo, com o início da guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, ​no fim de fevereiro, enquanto o governo brasileiro vem lançando mão de diversas medidas para suavizar os impactos na inflação do país.

Chambriard disse ainda que o governo tem reconhecido o papel da petroleira de entregar ao mercado brasileiro produtos a preços acessíveis.

'Essa parceria da Petrobras com o governo brasileiro tem sido, ​eu posso afirmar aos senhores, proveitosa para a Petrobras e proveitosa para a sociedade brasileira', afirmou.

A Petrobras zerou suas importações de diesel em abril e maio e vem elevando o fator de recuperação de suas refinarias para o maior patamar em diversos anos. Chambriard ressaltou que a companhia vem também conseguindo elevar a qualidade da produção das unidades, chegando próximo de 70% de rendimento de diesel, gasolina e querosene de aviação (QAV), que são combustíveis mais rentáveis.

A diretora-executiva de Logística, Comercialização e Mercados, Angélica Laureano, explicou que ​a decisão de não importar é 'absolutamente técnica' e leva em conta aspectos econômicos e operacionais.

'Na rodada do nosso ‌modelo para os meses de abril e maio, ⁠não se identificou a necessidade de uma importação. Provavelmente em junho, quando vai começar a vir a época da safra e o aumento dos volumes de demanda que são crescentes, provavelmente teremos que ⁠importar', afirmou Laureano, acrescentando que a empresa não está deixando de ⁠atender compromissos assumidos.

Laureano disse ainda não ver risco ⁠de desabastecimento no mercado ⁠e ​adicionou que, se for preciso importar, isso será feito.

(Reportagem de Marta Nogueira e Fabio TexeiraEdição de Roberto Samora)

Reuters

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